Fitinhas marcam início da campanha ‘eu me orgulho’
Começou ontem a distribuição da campanha ‘‘Georgievskaya Lentochka”, algo como ‘Fitinha de São Jorge’, marcada pela distribuição dos símbolos por toda a Rússia. E elas são usadas nas antenas de carros, roupas, bolsas, mochilas e afins. De ricos a pobres, velhos a crianças, todos aproveitam a época que precede o ‘Dia da Vitória’, comemorado em 9 de maio, para lembrar e se orgulhar da vitória na II Guerra Mundial sobre os nazistas.


O laranja e negro das fitinhas representam ‘chama e fumaça’, símbolos da luta do Exército Vermelho. Em 2005, foram distrubuídas 800 mil fitas. O número subiu para 1,2 milhão em 2006, 1,5 milhão em 2007 – quando, aliás, a campanha foi estendida a outros países do antigo bloco comunista – e mais de 2 milhões em 2008. Em 2009, a organização espera distribuir mais de 3 milhões de fitinhas.


A ação, organizada pela empresa de comunicação Ria-Novosti e por estudantes, começou em 2005, com o aniversário de 60 anos do fim da guerra, sob o slogam ‘Nossa Vitória. Dia após dia’. Preocupados com o fato de que muitos jovens ignoravam a História da II Guerra, eles decidiram agir para resgatar o orgulho e o nacionalismo no país.
Mas, como toda idéia, essa também enfrenta críticos. Muitos não gostam do caráter nacionalista, que pode incentivar atos da ultra-direita. E também não agrada muito o fato de que jovens de partidos e grupos radicais (Nashi, Molodaya Gvardya, Edinnaya Rossia) sejam os principais distribuidores e incentivadores.
Em um último momento, os críticos batem forte na tecla de que o estado encampou a idéia. Ou seja, o que começou como um movimento popular, hoje se tornou uma propaganda do estado, tentando provar que ‘tudo está melhor por todo o país’.
Polêmica ou não, a idéia tem seus prós. Mas a linha é, realmente, tênue entre os dois lados.
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