Propaganda “oficial” nazista choca a Ucrânia
“Eles defenderam a Ucrânia”. Esse é o lema dos cartazes publicitários que surgiram pelas ruas de Lvov, uma das mais importantes do país, defendendo um batalhão de “renegados” do país que teria se juntado aos nazistas durante a II Guerra Mundial. A Divisão Galichina teria sido formada por ucranianos que juraram lealdade ao Reich e a Hitler, mas que, na Alemanha, era proibida de divulgar sua real nacionalidade ucraniana. Em vez disso, a SS se referia a eles como 114a Divisão de Voluntários. Devido ao seu alto nível de preparação, a Divisão Galichina foi mandada para vários países invadidos pelos nazistas – principalmente Eslovênia, Polônia e Hungria – e manchou a história de resistência heróica dos ucranianos.
Segundo autoridades da cidade de Lvov, não há notícias de quem pagou pela publicidade. Embora as empresas responsáveis pelos cartazes tenham enquadrado a propaganda como “medida social”. Qualquer que seja o resultado, não mancha, entretanto, a reputação do governo ucraniano, que faz de tudo para “apagar” da história a péssima reputação que a Galichina deu ao país. Para Yuschenko, a Divisão de Renegados defendeu a Ucrânia dos nazistas E DO EXÉRCITO VERMELHO. Entretanto, esses textos nunca foram aprovados pela Rada (parlamento) do país.
A Divisão Galichina é acusada de cometer crimes de guerra na Noruega em 1943; de sufocar a heróica revolta dos judeus de Varsóvia em abril/maio de 1943; de sufocar um levante polonês em 1944; de lutar em maio de 1944 na Itália contra os Aliados em Monte cassino; de tomar parte no Sexto Exército Alemão em 1942, cuja missão era “limpar a retaguarda”, guardando os camps de concentração de Oswieczim (Aushwitz), Dachau, Belsen-Bergen e Mathausen; de executar inocentes nas cidades de Odessa e Minsk e cometer crimes em Lvov, de 1943 até 1945.
A Galichina (Galícia) foi a segunda divisão na história do nazismo formada exclusivamente por estrangeiros. A primeira, Hanfzhar, era formada por muçulmanos.









