Após 10 anos, paz na República da Chechênia

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Hoje, a Chechênia foi declarada zona livre de terrorismo pelo Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia (NKA). O pequeno país do Cáucaso estava sob operação militar desde agosto de 1999, após um ataque de separatistas chechenos contra a República do Daguestão, ainda sob o governo de Boris Yeltzin, numa sangrenta batalha que matou milhares de militares, civis e terroristas. A ação militar desencadeada desde então ficou conhecida como ‘Segunda Guerra da Chechênia’

Agora, sai de cena o exército, cujo contingente na região é de 20.000 soldados, e entram em ação as forças policiais normais, os serviços secretos de segurança e as agências de inteligência, coordenados pela FSB (Serviço de Segurança Federal, que substituiu a antiga KGB) em ações muito mais elaboradas e, possivelmente, com menos vítimas.

A mudança do status da ex-república rebelde se deve muito ao presidente Ramzan Kadyrov, que acabou com os incentivos aos separatistas – que se aproveitaram da ajuda exterior de grupos terroristas para promover ações violentas por todo o país. A eles são atribuidos ataques como o sequestro de um teatro em Moscou e a invasão a uma escola em Beslan, que deixou centenas de crianças mortas.

‘A partir de hoje o combate o terrorismo na Chechênia, se for necessário, será realizado de acordo com as mesmas regras que regem e compõem a Federação da Rússia’, diz o comunicado da NKA, emitido pelo diretor Alexander Bortniko, sob ordens diretas do presidente Dimitri Medvedev.

Agora, o dia 16 de abril, data na qual também é celebrado o ‘Dia da Língua Chechena’, será feriado nacional na república e será lembrado todos os anos. ‘Nossos habitantes esperaram essa resolução por 10 anos. Em todas as cidades da Chechênia, hoje é dia de sair às ruas e passear. É um dia para ser lembrado para sempre’, disse Kadyrov ao site ‘Kavkazweb.net’.

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