Balé Bolshoi de Joinville recebe visita do JN

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Ontem, o Jornal Nacional visitou a cidade de Joinville, Santa Catarina. Aproveitou para dar uma passadinha na única filial do balé Bolshoi fora da Rússia, na cidade há 10 anos. Pois é, quando você pensa em integração Brasil-Rússia, pensa logo nessa filial e em Joinville. Curiosamente, a capital econômica de SC é uma das cidades com a mais forte influência alemã do Brasil.

Por acaso, passei por lá uma semana atrás. Obviamente, a língua franca da simpática cidadezinha não poderia ser outra senão o alemão. Além do inglês – que serve muito mais como figuração – praticamente toda a sinalização da cidade tem também versão no belo idioma de Goethe – como ‘assusta’ a plaqueta de banheiro no Aeroporto de Joinville. E é comum ver as pessoas conversando ou se cumprimentando com guten morgen/tag/abend…

Mas a escola do Bolshoi é a menina dos olhos deles. Também, pudera. Segundo o blog do JN, ‘hoje, são 237 alunos, sendo 155 mulheres e 82 homens. Desses, 98% são bolsistas; os outros 2% pagam mensalidades de até R$ 600. Desde 2000, três turmas, num total de 104 alunos, já se formaram, 15 deles estão trabalhando no exterior’. Números para impressionar, se levarmos em conta que estamos num país sem a menor tradição em balé clássico.

Aqui você pode ler o post sobre a visita do JN à escola do Bolshoi em J-Ville. E não deixe de assistir ao vídeo também.

Como curiosidade, lembro que o Teatro Bolshoi foi fundado na Rússia em 1776, pegou fogo e foi destruído umas 3 vezes antes de adquirir a cara que tem hoje. Significa simplesmente ‘grande teatro’ e, na maior parte das vezes, é pronunciado com akanye* no primeiro o – bAl’shoi’. Recentemente, passou por uma reforma que o deixou absolutamente deslumbrante. Se você for a Moscou, desembarque na estação ‘Teatral’naya’ e se assuste com sua imponência.

* – Akanye é um dos fenômenos linguísticos comuns na língua russa. No caso, quer dizer que o O átono é pronunciado como A. Acontece predominantemente nos dialetos urbanos do russo contemporâneo, com maior ênfase em Moscou. Quem sabe a gente não fala disso em breve?

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