Caixas automáticos congelam sob os -28º da semana em Moscou

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Que o frio russo não é brincadeira, todo mundo já sabe. Agora, você já viu caixa eletrônico de banco congelar? Pois é. Foi um dos problemas que eles enfrentaram por lá, essa semana. É gente presa no aeroporto, é torre de controle congelada, estrada fechada, aulas suspensas, carro que não anda, máquina fotográfica travada e até relógio que para. Tudo isso é uma cortesia da onda de frio que atingiu a turma de lá na última semana. Temperatura média: -20º. Com picos de -28º. E olha que esses oito grauzinhos aí fazem uma diferença…

Voltando ao assunto ‘dinheiro’, foram dezenas de máquinas dos bancos Alfa-Bank, VTB-24, Vorzrozhdenie, e Banco de Crédito de Moscou que tiveram os mecanismos de liberação de dinheiro congelados, para surpresa de seus correntistas. Para resolver a situação, foram instalados aquecedores perto das máquinas, que só voltaram a funcionar normalmente após algumas horas.

Outros aparelhinhos que também não aguentaram a onda foram os interfones. Enquanto muitos tiveram os mecanismos de abertura simplesmente congelados, outros pifaram para sempre, deixando ou as portas escancaradas ou permanentemente fechadas. E nossos amados aparelhinhos do dia-a-dia também simplesmente fecham a cara e se recusam a ligar: players digitais, máquinas fotográficas, celulares, notebooks… Alguns são mais educados e simplesmente avisam que, sob tais temperaturas, a operação não é possível. Outros, menos polidos, acabam pifando ao ligar.

E o ‘General Inverno’ não poupou ninguém. Muito menos o Secretário-Geral da OTAN, Anders Von Rasmussen. Em visita a Moscou, o todo-poderoso acabou ficando preso no  aeroporto depois que seu avião teve mecanismos de voo congelados. Mas tudo bem, muitos sistemas do próprio aeroporto também congelaram. Sobre os carros, os especialistas dizem que é preciso que a manutenção esteja em dia – lubrificantes idem – e que os sistemas de ignição especial sejam verificados. Usar combustível de baixa qualidade também pode causar paradas imprevistas.

Levar tombos na rua também é um ‘must’. Ouvir um ‘yo moyo’ seguido do barulho de um corpo batendo em algo – mais frequentemente, no chão – vira cena comum, quando há neve e gelo nas calçadas. Os atendimentos médicos disparam, salas de trauma lotam e é um tal de ambulância pra cima e pra baixo. Outra paisagem típica da capital é o amontoado de vendedores de tudo quanto é tipo de quinquilharia nos salões das escadas rolantes do metrô. Antes nas ruas, sob tamanho frio os ‘camelôs’ migram para onde há qualquer quentinho. E aí a voz daquelas vovós chatinhas que fazem ‘segurança’ ecoa: ‘Zdes’ nel’zya! Seichas na ulisu poidyote!’.

As portas das lojas, com aquecimento, viram ‘pit-stops’ para os transeuntes. As pessoas vão parando de porta em porta, para se aquecer, tomar um fôlego e seguir adiante. Sobretudo se você estiver tentando passear com uma criança pequena.

E as autoridades já avisaram: se o frio perdurar, o sistema energético do país não vai aguentar. Por dois dias consecutivos, o recorde de consumo diário de energia foi batido – marca que perdurava desde 2006, quando os termômetros atingiram -32º na capital russa.

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