Calor recorde em Moscou: o frio não é mais aquele

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Todo mundo vive assustado com o frio da Rússia. Mas de uns anos pra cá, o general inverno anda mal das pernas. Hoje teve recorde de temperatura em Moscou. Para o início de dezembro, +8,5 é realmente motivo de se comemorar, já que a temperatura normal seria uma coisa de -5, -10. E com muita neve, algo que, aliás, não tem sido vista pela capital russa.

O recorde anterior era de 3 de dezembro de 2008, quando a temperatura atingiu +6,6 graus. Para efeito de comparação, em 2002, outubro, eu já apanhava dos -10 graus e neve pra dedéu na capital. E durante este mesmo inverno, foi neve até o pescoço e mínima de absurdos -28 graus… Mas a explicação é simples: os ciclones do Atlântico Norte despejam ar quente na parte europeia da Rússia, fazendo todo mundo guardar os casacos. E correr para o mato colher cogumelos, que já deveriam ter sumido a essa época, para comer.

E o recorde de hoje vem 1 dia depois de uma outra marca histórica. Em 1898, os termômetros registraram +7 graus no dia 2 de dezembro. Ontem, o mercúrio subiu até a marca dos +7,1, quebrando um recorde então centenário. E, embora a temperatura esteja ‘alta’ e estável, os moscovitas, há mais de 15 dias convivem com um céu cinza e nublado, ou seja, nada de sol. Segundo especialistas, embora ninguém reclame da falta do frio rigoroso, a falta de sol pode provocar alterações no apetite, depressão, insônia e baixa na imunidade. Sobretudo a quem não está muito acostumado, como pessoas que viajam muito ou acabaram de chegar à capital russa

Mas a alegria dos pobres russos não devem durar muito. A previsão é de que, nesta sexta-feira, a temperatura já caia para algo em torno de zero. A partir do final de semana, mais uma baixa é esperada. E junto com ela, deve vir, novamente, a neve. Mas, cá pra nós, Rússia sem neve no inverno é meio chato né?

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