Chernobyl: maior tragédia nuclear completa 23 anos

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Vinte e seis de abril de 1986, 01h:23:44, o combustível do reator número 4 da central nuclear de Chernobyl (na Ucrânia) se fragmenta: as barras de óxido de urânio se aquecem e provocam uma autocombustão que arrebenta a camada de concreto isolante de mais de 2 mil toneladas do reator.

Seu núcleo exposto ao ar livre começa a liberar uma nuvem de fumaça e vapor de elementos radioativos pesados, como estrôncio e cério, que se depositam nas imediações da central.

Os bombeiros que chegaram para conter o incêndio e impedir que se propagasse para os outros reatores, desprovidos dos equipamentos de proteção apropriados, foram as primeiras vítimas da catástrofe.

Cinqüenta milhões de cúrios (12 bilhões de béqueres) – uma potência equivalente a 500 bombas de Hiroshima – causaram uma trágica contaminação em Bielorrússia, no norte da Ucrânia e em uma parte do território russo. A radiação se dissemina por toda a Europa

Os quase 50 mil habitantes da cidade de Pripyat, situada a apenas 3km da central, só ficaram sabendo da importância da catástrofe no dia seguinte, quando foram evacuados.   

Cerca de 600 mil pessoas, entre bombeiros, civis e soldados, conhecidos posteriormente como os “liquidadores”, foram mobilizados para enfrentar o desastre e construir um “sarcófago” para encerrar hermeticamente o reator danificado por 20 ou 30 anos.

O balanço exato das vítimas nunca foi estabelecido de maneira confiável e continua provocando debates depois de todos esses anos.   

A central da tragédia foi fechada definitivamente em 2000, mas o “sarcófago” corroído pode desabar a qualquer momento.

Veja mais fotos aqui. Se não conseguir, clique aqui para ver o mosaico.

2 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde,

    Bom o artigo do site. Creio que poderia abordar mais questões a respeito do que foi aqui tratado, isso ajudaria a esclarecer algumas dúvidas que tivermos.

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