Coisas que você aprende perto do Pólo Norte – pt. 1

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O sol é raro: aproveite. Quando você está longe de sua terra natal, onde a fonte de calor é abundante, você passa a dar valor a qualquer dia de sol. Qualquer mesmo.

Não morei em São Petersburgo, mas estive lá algumas vezes em anos e épocas diferentes – sempre evitando o inverno. Dizem que é uma estação longa e ingrata, com o vento polar soprando forte, umidade e semanas de pura escuridão. A temperatura pode chegar a -25º e até bem mais baixa que isso, se contarmos a sensação térmica. O rio Neva congela por volta do fim de novembro e segue assim até meados de março.

Piter – como é carinhosamente conhecida – é linda e, se você tiver a chance de visitar, não a perca. O inverno tem seu charme? Tem. Mas visitá-la no verão é especialmente gostoso, quando você tem a chance de passear pelas ruas, ver os jardins floridos e o sol brilhando sobre os prédios históricos.

E, se for no final de maio e início de junho, uma deliciosa surpresa na cidade: as noites brancas. O sol praticamente não se põe. É estranho dormir? É. É estranho sair para jantar, voltar meia-noite com sol, deitar com sol e acordar com sol? Muito. Mas é um charme.

Queria muito ter tirados fotos das pontes de noite, mas, dessa vez, em maio de 2008, não deu! Mas a cidade rendeu algumas histórias e fotos legais.

Os russos de São Petersburgo – e de muitas outras cidades pelo país -, ao menor sinal de sol, partem para a Fortaleza de São Pedro e São Paulo. Lá, há alguma areia, uma água limpa para refrescar e um clima de praia. A turma bota suas roupas de banho e fica lá, pegando aquele bronzeado ou simplesmente recarregando as baterias para o próximo longo inverno.

Dá uma olhada:

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