Crise deve varrer propaganda política da Rússia

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Enquanto aqui esperamos a marolinha virar tsunami, do outro lado do mundo a coisa já está para lá de feia. Fuga de recursos, maxidesvalorização da moeda e enormes perdas na bolsa geram uma série de ações para conter os prejuízos. Muitos amigos estão na rua, a pujança econômica já não existe e o verbo ‘esbanjar’ já não é tão conjugado por lá, como antes.

Entre agosto e dezembro, o rublo perdeu 20% de seu valor ante ao dólar, o país subiu a taxa de juro básico de 12% para 13% ao ano e nesse mesmo período a Rússia perdeu 25% de suas reservas internacionais. Isso para não falar na bolsa, que contabiliza perdas entre 60% e 70%, beirando a falência. E os números não param.

Mas algumas medidas chamam atenção. Às vésperas de eleições para deputados em 12 regiões do país, dia 1º de março, os principais partidos já anunciaram: nada de propaganda na TV, jornais ou revistas. Outdoors então, nem pensar. A ordem é organizar atos públicos, protestos, caminhadas e formas mais baratas de chamar atenção.

Segundo a líder do partido ‘Edinnaya Rossia’ (Rússia Única), valem até atos ‘mais barulhentos’, para ganhar as manchetes de jornais e TV ‘de graça’. E o rival, o velho partido comunista russo (KPRF), promete ir às ruas com piquetes para descolar suas propagandas.

E a guerra tem data para começar: ER e KPRF organizam manifestações por todo o país, contra e pró medidas anticrise do governo, para o dia 31 de janeiro. Propagandas em rádio, TV e revistas? Nem pensar. A ordem é megafone na mão e muito fôlego.

PS.: Ah, enquanto fazia as contas pro post, acabei de ver outro ‘efeito’ da crise na rusfera. O parlamento da Lituânia votou para REDUZIR seus salários. Em vez dos US$ 3 mil, vão ganhar coisa de US$ 2,6.  E os ministros vão ganhar US$ 3,8, em vez dos US$ 5 mil. Haja honestidade…

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