Dia do último apito: tradicional farra dos formandos

Um dos dias mais legais da Rússia, e mais legais até que Dia da Vitória e Natal, é o Последний звонок (poslednii zvonók), ou ‘Dia do Último Apito (ou campainha, ou sinal)’. É uma cerimônia que marca o último dia de aula dos formandos do ano e acontece de Kaliningrad até Kamtchatka (o ‘Oiapoque ao Chuí’ deles).

Geralmente, a festa acontece no dia 25 de maio. Vestidos com seus uniformes tradicionais, os formandos se juntam em lugares específicos das cidades – que podem ser a Praça Vermelha, Poklonnaya Gora, ou um passeio de barco pelo Rio Moscou, na capital, na avenida principal, em parada, como na cidade de Tomsk, ou numa noite dançante na principal praça de Ufa.

Depois da farra do último dia de aulas, no entanto, é hora de começar os Единые госэкзамены, uma espécie de Enem por lá. Aí que o bicho pega mesmo. Mas é muito legal estar lá e ver um monte de alunos passeando pela cidade, com faixas dizendo de qual escola são, e com balões, flores ou quaisquer outros presentes nas mãos.




As fotos, como sempre, são dos amigos da Ridus News. Confere o site deles!

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2 respostas para “Dia do último apito: tradicional farra dos formandos”

  1. Felipe Goltz disse:

    Bom dia, Fabrício
    Muito interessante este post sobre o “último sinal” dos estudantes russos. Talvez seja, estou apenas especulando aqui, resquícios culturais e de comportamento da antiga URSS, onde a educação era uma das bases mais sólidas daquela sociedade, senão a mais sólida. Há alguns meses, tuitei com o Sergei Dorenko, um dos jornalistas mais famosos da Rússia e que fala português, a respeito do assunto e ele respondeu, bastante pessimista, que mesmo sendo contra a “ditadura do proletariado” havia naqueles tempos engenheiros, técnicos e cientistas da mais alta qualidade. Hoje, “lixo de gente”, disse. Que coisa, não? Mas observando as fotografias, lindas por sinal, fica a impressão que a juventude russa é composta de gente, afinal de contas, normal.
    Abs,
    Felipe

    • Boas meu amigo,
      É, sim, um resquício da disciplina e do sistema soviético. Mas se entranhou de tal forma que faz parte da cultura dos lugares.
      Sobre a crítica do Dorenko, é muito comum esse tipo de pensamento em sociedades que vivem transições. Ouço a mesma coisa de cubanos, romenos e tchecos. Por incrível que pareça, você vai ouvir isso de franceses, americanos e até alemães…
      A educação mudou e está mudando no antigo bloco. Natural acontecer uma acomodação, e até uma piora, antes de uma retomada. Quando acabou a repressão e a disciplina, o que sobrou foi a ‘gente normal’, que antes era tida como extraordinária.
      E eu acho muito, mas muito intrigante as pessoas criticarem e aplaudirem as mesmas nuances de regimes falidos. Acontece aqui no Brasil também, né? Afinal, quem nunca ouviu ‘ah, no tempo da ditadura não tinha isso…’
      Abraços!
      fab

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