Duvida que o Brasil mude até uma tricampeã olímpica?

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No esporte de alto desempenho existem algumas ‘lendas’ vivas. E Tatiana Pokrovskaya, técnica da seleção russa de nado sincronizado é uma delas. Vira e mexe, a tia está aqui no Brasil – o Esporte Espetacular explicou que ela tem um genro brasileiro. Confesso que perdi todas as apresentações, mas sempre gosto de ler sobre essa figura, no mínimo, curiosa.

A técnica nasceu em 1950 e assumiu a seleção russa de nado sincronizado em 1998 e, depois de lá, nas Olimpíadas de Sidney, Athenas e Pequim, foram ouro. Detalhe que antes, só dava EUA no topo do pódio…

Na verdade, posto esse vídeo para a gente ver como o treino pode ser diferente em dois países. Na Rússia, tudo gira em torno da disciplina, do rigor e da impessoalidade. E você percebe isso em alguns momentos do vídeo, sobretudo quando as brasileiras falam da mudança do humor dela ao vir para o Brasil.

Aqui, Pokrovskaya relaxa, sorri. Duvido que isso aconteça por lá, durante um treinamento. A metodologia dos caras lá é muito, mas muito severa, psicologicamente falando. São raras as brincadeiras, os risos. Aqui no Brasil a coisa é muito pessoal, paternalista, fraternalista. Seu técnico, professor, é quase um ‘colega’. A gente fica chateado com eles quando leva bronca, quando na verdade deveríamos ficar chateados é com a gente. Ora, afinal, quem estamos fazendo errado somos nós. Daí, creio, termos tantas mudanças de técnicos, professores, nos revoltarmos com ‘reprovações’… É, talvez, a tal da ‘latinidade’, que nasce, cresce e parece morrer com a gente.

E isso funciona também nas aulas – sejam universitárias ou não. Então, a moral desse texto é: se você vai estudar na Rússia, esteja preparado. Se fortaleça emocionalmente e deixe a ‘pessoalidade’ um pouco de lado. Os caras buscam a excelência, e não vão medir esforços para fazer você chegar lá.

Dá uma espiadinha nesse vídeo do ‘Esporte Espetacular’. E dá uma lida também nessa entrevista com a Tatyana Nikolaevna, do ‘Diário da Rússia’.

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