É a inflação: suborno médio disparou para US$ 1300

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Para quem estranhou o fato de os políciais pedirem R$ 10 mil para liberarem um atropelador no RJ – quantia tida como alta -, nossos irmãos da Rússia também tiveram o ‘por fora’ inflacionado. Notícia do ‘The Moscow Times’ de hoje alerta que a propina média quase dobrou por lá: pulou de 23 mil rublos (760 dólares) no ano passado para 40 mil rublos (1.320 dólares) nos seis primeiros meses de 2010, segundo o Ministério do Interior.

Ainda de acordo com o MT, a ‘propinita’ anda inflacionada por conta da luta do governo contra a corrupção, que anda botando um bocado de gente atrás das grades. E deixando outros tantos com as barbas de molho. Assim, aceitar qualquer pingado vira um risco inaceitável para os precavidos russos que se bandeiam para o lado negro. Em 2008, ainda segundo o Ministério do Interior, o preço médio de suborno ultrapassou os 9.000 rublos (300 dólares)

O jornal Izvestia Noviye, na semana passada, fez uma entrevista com empresários, que disseram que o tamanho de subornos extorquidos por funcionários tem crescido como resultado de uma lei de 2009, que reduziu o número de controles especiais sobre médias e pequenas empresas.

Aproximadamente US$300 bilhões mudam de mãos, graças às ‘vzyatkas’ – a palavra mais comum para suborno em russo – todos os anos no país. E a maior parte desse valor é composta por subornos ligados à distribuição de dinheiro do estado, recursos naturais, bem como de propriedade federal, regional e municipal.

Ou seja, corrupção é um problema do mundo. E não basta apenas punir os corruptos. É preciso criar mecanismos para evitar a tentação, punição exemplar e, sobretudo, investir na educação. Coisas que tanto Brasil quanto Rússia são mestres em não fazer.

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