Ensinando a amar a pátria – direto do túnel do tempo

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Para quem acha que esse ‘nacionalismo’ exacerbado é coisa nova na Rússia, direto do túnel do tempo, posto aqui essa capa da Ezhenedel’nyi Zhurnal, ou simplesmente www.ej.ru, número 23, junho de 2002. Logo após a eliminação da seleção russa de futebol da Copa (vencida pelo Brasil) um monte de gente com cara ‘não-russa’, especificamente orientais, os algozes dos russos, foi delicadamente espancada na mesma Praça Manezhnaya, centrão de Moscou.


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Aí, logo na capa, eles abrem com o título que eu achei brilhante: ‘Ensinaram a amar a pátria’. Nas orelhas das páginas, ressuscitam a palavra ‘pogrom‘. Curiosamente, essa palavra entrou para os dicionários do mundo inteiro para descrever ataques, violência em massa, exclusão ou aniquilamento de judeus, protestantes e…eslavos!!! Isso só prova que não tem um pingo de coerência, essa violência no país.

Na abertura da matéria, o lide conta: foi a PRIMEIRA vez que aconteceu um pogrom sem motivação política. As pessoas simplesmente foram para as ruas e atacaram tudo que estava pela frente: carros, vitrines, imigrantes…


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Na segunda página escaneada, o subtítulo avisa: o governo não consegue lidar com os excluídos e com os recém-chegados. Passados oito anos, o resultado a gente vê agora. Na foto, jovens naquela época exultantes com a bandeira nacional.

Em mais uma página, o título diz ‘os estatatais avançam’, e no subtítulo uma associação entre os nacionalistas-hooligans bêbados sob as cores da bandeira da Rússia. Mais uma contradição.

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Enfim, relendo a matéria, sinceramente, parece que foi escrita semana passada. Vou tentar comparar com as revistas que saíram após os tumultos, mas apósto que era só questão de mudar o mês e o número da edição. Infelizmente, o texto continua atualíssimo.

1 COMENTÁRIO

  1. Adoro idioma russo, mas nunca tive vontade de ir à Rússia, pelo que ouço falar, lá as pessoas são muito rudes e mentes fechadas, não me sentiria bem estando num país onde haja tanta intolerância.

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