Esquentando para a Viagem: ‘Mochileiros’ Rússia

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Ver o “Planeta Solitário” de Moscou é quase um ritual que faço sempre que planejo ir à Rússia. Tá, mudou de nome e hoje é “Mochileiros”, mas eu nunca deixo de chamar de “Planeta Solitário”. Assisti a esse vídeo – e gravei – por volta de 99, 2000, nem lembro. O K-7 (sim, ainda tenho vídeocassete) tá meio velhinho, mas tá jóia. Lembro que dizia “caramba, ainda vou pra lá”. E depois foi muito legal fazer muitos dos passeios que o Ian Wright – o melhor de todos – fez. Sempre que acabava uma das aventuras, parecia que a musiquinha do programa tocava na minha cabeça.

  

O viajante chegou em Moscou e foi logo fazer graça na Praça Vermelha e no Kremlin. E o cara foi corajoso: foi no inverno. Então, muitas vezes aparece tudo branquinho de neve. Mostra a tumba do Lenin, um tour pelo metrô, um bizarro passeio a cavalo pelo centro da capital russa de noite – coisa que recomendo fortemente fazer, mas sem os cavalos – e uma divertida ida ao mercado do Parque Ismailovskii, onde você pode comprar todo tipo de souvenir. O cara foi esperto e ficou hospedado numa família russa. Comeu tudo do bom e do melhor, tomou um porre e ainda curtiu um videokê. Sem contar que ficou hospedado no Hotel Ukraina. Coisa de gente fina!

Ah, e a parte muito legal é a day trip para a “Cidade das Estrelas”. Está nos meus planos, já que nunca consegui ir. Lá são treinados os cosmonautas russos. E você pode dar um alô lá. E nem é tão caro.

Já na praça das estações, pegou um trem muito do ramerrame para São Petersburgo. Tipo aquele que o Paulo Coelho pegou. Cheio dos luxos. Cabinezinha, vagão restaurante, finesse pura. Parou na cidadezinha de Torzhok, para ver o Monastério de S. Boris e Gleb. Não vi graça, mas o cara é Planeta Solitário né?

Chegando em Piter, Ian se enrolou com os bondes, ficou no famoso hostel “Sindbad” (que é beeeem ruinzinho, evite!) e curtiu um dia no Hermitage, pra mim, o maior museu do mundo. Absolutamente inacreditável e gigante. Se você acha o Louvre grande, não viu nada. Ah, legal também é a parte que que ele pega sol com os nativos na Fortaleza de S. Pedro e S. Paulo. Mas, ao contrário de mim, ele foi macho e, de sunguinha, encarou o gelo esperando uns miseros raiozinhos de sol. Ah, e ainda teve tempo de curtir a noite por lá. Jogou “Banco Imobiliário” com sósias de Lenin e depois criou coragem para seguir viagem, rumo a Murmansk, no Círculo Polar Ártico.

  

Lá, visitou a Lapônia russa, onde conheceu o Ded’ Moroz (papai noel de lá). E depois foi curtir o “Prazdnik Severa” (Festa do Norte). Murmansk é uma cidade incrível, a única cujas águas não congelam. Faz uns menos 30 no inverno, tem dois meses de noite e um vento absolutamente animal. Mesmo assim, nosso herói Ian ainda teve tempo de dar uma nadadinha nas águas congeladas. Uma farra!!!

Quem quiser curtir o vídeo, ele está aqui. Vale MUITO a pena, mesmo que tenha sido feito 10 anos atrás!

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