Hermitage – filial Amsterdã

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O melhor museu do mundo, na opinião deste já-não-tão-jovem mancebo, é o Hermitage de São Petersburgo. Agora que conheci o Louvre, falo com conhecimento de causa. Do “Grand Slam” dos museus, só falta o de NY. Mas, pelo que ouço, não é páreo para a infinita coleção que se espalha pelas margens do Neva, na capital europeia da Rússia. E a boa notícia é que agora você vai poder tirar uma casquinha desse acervo em Amsterdã.

Ontem, o presidente Medvedev inaugurou, junto com a eterna rainha holandesa Beatrix, a filial do gigantesco museu na capital dos Países Baixos. O “Hermitage no Amstel” será dirigido pelo famoso Ernst Veen, que promete organizar expos na filial trazendo sempre parte das mais de 3 milhões de obras diretamente da matriz russa.

Ali, você vai poder conferir, em obras de arte, a história das relações russo-holandesas, que começaram em 1697, quando Pedro, o Grande, fundador de São Petersburgo, foi estudar engenharia naval nos Países Baixos. E vale lembrar, que para fundar a segunda maior cidade russa, Pedro se inspirou fortemente em Amsterdã.

A primeira exibição, que começa hoje, se chama “As Cortes Russas: o palácio e a etiqueta no século 19”, que conta com mais de 1800 peças vindas diretamente do Hermitage original. E o legal é que, ainda em 1997, o então diretor de São Petersburgo definiu a proposta de criar uma filial holandesa como “uma ideia insana”. Esperou alguns minutos, em silêncio, e depois emendou: “Uma insana e fantástica ideia”. Doze anos depois, está aí.

É mais uma ótima opção cultural para ser conferida em Amsterdã.

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