Hino do outono mostra as cores e imagens da estação em Moscou

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Se você por acaso chegar na Rússia em agosto/setembro/outubro, ou seja, no outono, vai pegar a época mais bonita, em todos os aspectos, do país. A mudança de cores, de humores e de temperatura acompanha sensivelmente a proximidade com o inverno, que já está ali, batendo à porta. Caso ligue seu radinho, a chance de escutar essa música, do grupo pop-rock ‘Rondo’ (mas sempre atribuída a Aleksander ‘Sasha’ Ivanov) é absurdamente enorme. Especialmente se estiver em Moscou. ‘Moskovskaya Osen’ (outono moscovita) foi lançada na década de 80 e virou ‘hino’ da estação.

É impressionante como ela toca, como as pessoas não enjoam e como sempre cantarolam junto. E também é muito impressionante como Ivanov conseguiu capturar todas as cenas típicas do outono da capital russa em seus versos.

Aí, outro dia, estava vendo um talk show legal num canal russo, que de vez em quando consigo assistir, e quem estava lá? Pois é, Sasha Ivanov, abrindo a estação, com sua ‘Moskovskaya Osen’, em versão absolutamente acústica. Como sua voz é inconfundível, quem morou, esteve, curtiu Moscou, ou mesmo se interessa por pop-rock russo, vai reconhecer de cara.

Então, aí vai o vídeo da participação no programa. A letra original está aqui. Vou tentar fazer uma tradução cachorra, para os não-falantes de russo (sim, é verdade! Assim como tem gente que não fala húngaro, tem gente que não fala russo) só pra dar uma noção. Em português, claro, perde um bocado da graça, mas… Ah, e pedras, por favor, atirem no vizinho…

Outono chegou em Moscou/a chuva machuca a folhagem/as torres são
cobertas pelas nuvens/Ostankino é lavada/As pessoas correm pro metrô/Eu
atravesso as poças/para o bar, onde os barmen entornam/em finos cálices
o vinho (aqui ele canta ‘100 gramas’)

Chuva na Tverskaya/na Yamskaya/em Fili/e na Shelkovskaya/A chuva começa a dominar Moscou/Como se fosse Napoleão/Os pássaros voam em bandos/É o swing de adeus/No bar os barmen aos seus amigos/servem fiado Rum

Outono em Moscou/Outono em Moscou/As últimas folhas vão caindo sem vontade/E a minha memória/como se fosse o vento/viaja/para mais um e igual a todos/outonos de Moscou

A vida não é exótica/Moscovita (aqui ele canta ‘estudante)sob o guarda-chuva/barroca e gótica/madonna de salto-alto/Na bolsinha, Stephen King/No player, toca Sting/Nos lábios, suave fumaça/e um ardor no olhos

Outono em Moscou/Outono em Moscou/Escurece tão cedo/escuro já às oito/E a minha memória/como se fosse o vento/viaja/para mais um e igual a todos/outonos de Moscou

A chuva cansou de garoar/gatos se esgueiram até os porões/as folhas verdes já caíram/Todas as mãos vão à grama/É tempo de versos tristes/vermuth e guarda-chuvas/Nas nuvens, um espírito áspero/É o inverno que chegou a Moscou

Outono em Moscou/Outono em Moscou/Os diazinhos de bom tempo, sem querer, vão pelos ares/ a minha memória/como se fosse o vento, viaja/para mais um e igual a todos/outonos de Moscou

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