Hooliganismo está firme e forte no futebol russo

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Se futebol na Europa é outro nível, na Rússia é fora da escala. A experiência de assistir a um jogo em qualquer país do leste europeu é, digamos, sui generis. O jogo é, absolutamente, segundo plano. O que importa é cantar à moda argentina e brigar à moda inglesa. Assisti a uns jogos em Praga e outros na Rússia (São Petersburgo e Moscou). Dá medo. Hoje, o amigo Marcos Felipe, do blog Brasil Mundial F.C., me pegou de surpresa com uma pancadaria entre torcedores do Zenit S-Pb x CSKA Moscou. Bizarra a briga, mas digo que já vi vídeos piores.

O jogo foi no sábado, no estádio Petrovskii, na capital do norte, como é chamada São Petersburgo. Por volta da 1h da tarde, na esquina das ruas Varshavska e Blagodatnaya, um ponto relativamente nobre, perto do famoso hotel ‘Rossiya’, mais de 100 torcedores dos dois times se encontraram e o pau comeu por mais de cinco minutos. Aliás, vale ressaltar, eles estavam MUITO longe do estádio (uns 15km, talvez). O que estavam fazendo ali e como lá foram parar, nem Lenin saberia dizer…

Sob gritos de ‘Nuzhen gol, nuzhen gol’ (queremos gol, queremos gol) a batalha campal tomou curso. Muitos dos brigões acabaram desacordados e estirados no chão. Logo após, chegou a polícia. Quem estava de pé, correu. Quem apanhou, ainda acabou sendo fichado e preso. Duplo castigo.

Nos fóruns dos dois times, um ponto comum: enquanto moscovitas reclamavam que, pouco antes da briga, a polícia de Piter ‘sequestrou’ um de seus ônibus, obrigando 40 hooligans da capital a encararem mais de 100 rivais, a torcida do Zenit cantava vitória – agradecendo aos ‘menty’ (tiras) e ‘musora’ (lixo), como são chamados os policiais na gíria. Ah, e nem preciso dizer que esses hooligans estão intimamente ligados aos movimentos ‘white power’ né? Basta reparar nas cabeças raspadas e nos avatares dos participantes dos fóruns de torcedores dos times.

Aliás, as brigas são, em sua grande parte, agendadas pela internet ou no boca-a-boca. E sempre são épicas, no sentido mais desprezível da palavra. O objetivo é, pura e simplesmente, espancar. Mas, como lembram alguns comentários de brasileiros nos posts e matérias, pelo menos lá eles vão ‘na mão’. Nada de armas, revólveres, fuzis e afins. Mas, como diz o matemático, ‘violência é um evento que só escalona em progressão geométrica e de retrocesso improvável’. Enfim…


vídeo mais antigo, de 2007. Basta ir clicando que vários vídeos aparecem.

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