Hostel na Rússia: um desafio de altíssimo risco

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Outro dia um leitor do blog escreveu pedindo recomendações de hostels para ficar em Moscou e São Petersburgo. Bom, eu particularmente acho difícil e arriscado reservar algo por lá. A quantidade de tourist traps é imensa e os russos ainda não entraram na onda da ‘qualidade’ e ‘servir bem para servir sempre’. Aqui no Brasil a situação é semelhante – temos poucas boas opções para mochileiros – mas por lá acho mais grave ainda a falta de simpatia.

Bom, esse albergue aqui eu conheci de passagem, visitando uns amigos que estavam lá uns anos atrás. Chama ‘Belgrad Hostel’, fica na Smolenskaya (perto do metrô de mesmo nome), um ótimo lugar no centro da capital russa. Dá pra ir a pé pra Arbat e rapidinho pros lugares turísticos. Mas olha, achei arriscadíssimo. A segurança funcionava eventualmente, o lugar não era lá muito limpo e o staff – para ser ignorantes, teriam que ser muito mais simpáticos. Daí fui ver os reviews no ‘Trip Advisor’ e… bomba. Só tinha gente esculhambando.

Enfim, ainda aguardo boas dicas de albergues, na capital, já que isso ainda parece não ter ‘pegado’ por lá. Até ouvi críticas neutras do ‘Napoleon’ e do ‘Comrade’, mas nada que empolgasse. A principal crítica é sempre com relação à falta de simpatia extrema do staff, falta de segurança e limpeza. Se você foi ou vai, e quiser compartilhar, é só escrever.

Em São Petersburgo, a situação não é muito diferente. Embora eu tenha visto, recentemente, em fóruns de mochileiros, muito boas críticas ao ‘Graffiti Hostel’ e ao ‘Hostel-life’, só fiquei hospedado no ‘B&B Sabrina’. Particularmente, gostei bastante de lá. O quarto era limpo, o staff era muito simpático e a localização era ótima. Fazíamos tudo a pé. Também havia um outro casal brasileiro por lá, na época, e pareciam satisfeitos.

Um detalhe, talvez, faça a diferença entre um bom atendimento por lá: falar russo ou não. Você anda e volta, e as pessoas não se tocam que não se fala russo no resto do mundo e, por isso, é bom falar inglês para lidar com o turista. No ‘Sabrina’, falava-se muito pouco inglês e não sei como o negócio prosperava. Em Moscou, idem. Talvez isso tenha a ver com o fato de que mais de 70% do turismo na Rússia ainda é ‘interno’ – pessoas países da ex-União Soviética. Ou seja, russófonos.

A conclusão é: eu recomendo -com pé atrás – o ‘Napoleon’ em Moscou e o ‘Sabrina’ em Petersburgo. Mas são hospedagens de risco. Você pode adorar ou achar um lixo. Gostaria de saber mais sobre o ‘Graffiti’ e o ‘Hostel-life’. E, se pudesse, gostaria de abrir um hostel na Rússia. Mas enquanto a Mega-Sena não sai… 😀

3 COMENTÁRIOS

  1. Olá,

    Fui para a Rússia em maio do ano passado e fiquei apenas em albergues (hostels).
    Em S. Petersburg e em Moscou fiquei no All The World Hostel (Весь Мире) e apesar da qualidade do de Moscou ser inferior, não tenho nada a reclamar de ambos, exceto da falta de um local/armário para se guardar os pertences.
    Mas como na época só haviam russos hospedados nesses albergues, não tive problema algum com isso.
    Então fica a dica para os viajantes. O de S. Peter fica na Zagorodnyi Prospekt, a 5 min à pé do Hermitage, e muito próximo de 2 estações de metrô, uma que me lembro é a Dostoyevskyi.

    Abraços

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