Jornais russos pelo caminho

Viajar é bom e a gente sabe. Mas viajar falando russo pode te reservar algumas surpresas. Desde fazer amigos na fila de um museu em Florença até cortar o cabelo com um capricho especial em Nova York. Mas o mais curioso é que, em qualquer lugar do mundo, tem um gueto russo. E aí entram os jornais na língua de Pushkin.

Nessa última viagem que fiz, estive em Nova York e Londres. Pois bem. Dentre outros causos envolvendo a língua ‘grande e poderosa’, os mais legais são os jornais. Pois é. Você lá, em Nova York, para numa banca e compra um jornalzão dirigido para os cerca de 50 mil russos na capital do mundo.

O maior dele, ‘V Novom Svete’ (Na Nova Luz, ou, mais poeticamente, No Novo Mundo), é semanal e tem uma tiragem de 40 mil exemplares, sendo vendido por 30c em Nova York, Califórnia, Illinois, Washington e Florida. Ah, e como é editado pelo Moskovsky Komsomoletz, tem todo um carão de tabloide-popularesco. E por isso que é divertido.

Além das bizarreiras do MK, que a gente já conhece bem, ele traz um bocado de serviço para a comunidade que mora por lá. Transferência de dinheiro, escola, legalização de documentos, programação de TV… Tá tudo lá. Principalmente um guia muito legal de lugares para se comer uma boa comida do Leste Europeu. Enfim, curioso.

Aí, você vai para Londres, crente que se livrou da russofonia. Mas, já no aeroporto, vê que não é assim. Topei com uma senhora de Tula que queria despachar um quadro que tinha uns 5 metros quadrados. E, lógico, ela não falava inglês. Aí foi o bom samaritano cá intermediar a brincadeira, que acabou custando belas 300 libras pra ela…
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Bom, passeio vai, passeio vem, chego na Tower Brigde e chega um cara perto, distribuindo jornal. Pego um e… surpresa: é o ‘Anglia – Nashi na Ostrove’, outro jornal semanal dirigido aos russos que moram na ilha Inglaterra. Bati um papo com o russão que distribuía o periódico – gente fina que vinha de Murmansk – e segui meu caminho.

O ‘Anglia’ se diz independente, mas tem um quê de ‘Novaya Gazeta’. Posso estar viajando, mas foi minha impressão. Tem tiragem de 30 mil exemplares, é gratuito e é muito bom. Também tem um bocado de serviços, dirigidos aos também cerca de 50 mil russos que gastam suas libras na Terra da Rainha.

Enfim, além de praticar a bela língua de Dostoiévskii in loco, na Rússia mesmo, ainda gastem muito meu cirílico mundo afora, na terra dos arquiinimigos da boa e velha mãe. E agora virei leitor do ‘Anglia’. Pelo menos dá pra ver que os caras realmente estão aprendendo a fazer ‘business’.

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