Monstro da conversa – o primeiro Beeline

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Nunca fui muito fã de celular em viagens. Mas dessa vez, em Moscou, um celular era imperativo. Afinal, a visita era alguma coisa de negócios, alguma coisa de ‘familiar’. Muitas visitas, muita conversa, muitos encontros. Para isso, realmente, era necessário estar sempre em comunicação.

Apesar da minha resistência inicial, fui convencido pela Marina – ok, ok, nem precisou muito esforço né – a comprar uma linha. Então, nos encontramos e fomos até uma das famosas ‘lojinhas de celulares’. Um parêntese: para quem acha que italiano é que vive pendurado no celular, vai se surpreender. Segundo o ranking da ITU (International Telecommunication Union), a Rússia é o quarto país do mundo onde mais se usa celular, na frente de Brasil, Indonésia, Japão e Reino Unido.

Bom, voltando à minha aventura, fui com Marina comprar meu famoso chip. Os argumentos eram simples: o dito cujo custaria 150 rublos (menos de R$ 10) e, com mais 100 rublos, você manda torpedo pra caramba e fala o suficiente. Então, o difícil era escolher entre as 3 maiores: Beeline, MTS ou Megafon. Conversamos com a vendedora e, para o meu caso, o plano seria o ‘Monstr Obshenia’, algo como o ‘Monstro da conversa’. Botei lá 100 rublos de crédito, instalei o chip no meu celular e… voilá. Agora seria só tentar decorar os códigos, prefixos e afins que eles usam pra ligar. E, devo dizer, esses 100 duraram bastante.

Então, se você for à Rússia e tiver amigos por lá, gente para quem ligar, faça como eu e deixe a teimosia de lado. Compre um chip e distribua seu numero para todos!

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Mestrando em Russo pela USP, formado em jornalismo pela UFF, Letras português - russo pela UFRJ e quase-formado em Cinema, ainda pela UFF, com pós-graduação em Moscou, pela MGU. Morei em Moscou e conheço bem muitas outras cidades russas e do Leste Europeu. Sou um profundo interessado no Cáucaso, onde também estive em várias cidades algumas vezes.
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