Museu ucraniano sobre Pelé sai antes do brasileiro

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Algumas semanas atrás, um amigo entrou em contato para falar de um museu sobre Pelé… na Ucrânia. Pesquisando melhor, descobri que o organizador do local tem uma enorme paixão pelo Atleta do Século, coisa de fã. Essa devoção incondicional começou na infância e fez com que ele prestasse uma bela homenagem ao Rei do Futebol, mais de 40 anos depois.

Uma história bacana que, espero, tenha final feliz, com Pelé deixando um pouco de su’alma no trabalho da vida de um ucraniano. E vale lembrar que o museu brasileiro sobre Pelé deve ser inaugurado até o fim de 2012. Um enorme atraso… Enfim, confiram a história aqui ou no Globoesporte.com, com a galeria de fotos bonitona. E não esqueça de visitar o Museu Pelé. Tem em inglês e, em breve, em português.

Ucraniano monta museu particular de Pelé com mais de 3 mil itens

Nikolai sonha com presença do Rei em inauguração durante Eurocopa. Em visita a Santos, fã retirou até pedra da casa do ídolo para guardar
Por Fabrício Yuri Vitorino
Rio de Janeiro

O sonho do menino pobre que se tornou o maior jogador de futebol da história e o atleta do século XX continua sendo inspiração mundo afora. Que o diga Nikolai Hudobin, um ucraniano de 51 anos que há mais de 40 coleciona ítens sobre a vida de Pelé e abriu o que seria o único museu particular sobre o Rei do Futebol em sua cidade natal, Lugansk, na Ucrânia.

Ao longo de todos esses anos, Hudobin conseguiu reunir, incrivelmente, mais de 3 mil objetos que contam a história de Pelé.

– Não tive parceiros. Tudo eu arrumei sozinho. Algumas coisas me foram dadas, outras, compradas por mim – explica o ucraniano, que gosta de lembrar que tudo começou com recortes de jornal e revistas, que eram comprados com o dinheiro que seus pais, na então União Soviética, lhe davam.

Mas o primeiro grande “negócio” feito pelo menino de 10 anos envolveu uma bicicleta novinha.

– Um amigo, sabendo que eu colecinava coisas sobre Pelé, ofereceu trocar uma enorme foto de Pelé com Lev Yashin, lendário goleiro da URSS, pela tal bicicleta. Não pensei duas vezes e fiz a troca – conta, o hoje orgulhoso proprietário do museu.

O que começou apenas com recortes de jornais acabou ganhando contornos de coleção respeitável. O primeiro item valioso, comprado por Hudobin, foi um relógio que o zagueiro soviético Valentin Afonin recebeu por marcar Pelé em um amistoso. Depois vieram flâmulas, troféus, ingressos de jogos do Rei, camisas, fotos, uma bola da Copa de 1966 e até uma foto da Copa de 1958, que esteve, durante muito tempo, na Estação Espacial “Mir”, autografada por todos os cosmonautas da época.

Mas, após muitos anos acompanhando a vida de Pelé e colecionando itens sobre o Rei, ainda faltava conhecê-lo pessoalmente. Isso aconteceu, finalmente, em 1997, quando Pelé estava em Moscou para uma campanha publicitária.

– Eu consegui burlar todas as leis e entrar na sala VIP onde ele estava. Um amigo me apresentou e contou sobre minha coleção e meu desejo de criar um museu. Ele foi muito simpático e disse que ficaria muito feliz se isso acontecesse.

Hudobin encontrou o Atleta do Século ainda outras duas vezes: mais uma em Moscou e outra em Santos, em 2006, quando o ucraniano visitou a primeira casa do Rei, foi atração de jornais e revistas e ouviu “causos” de contemporâneos do ídolo do Santos. A surpresa ficou por conta de Pelé lembrar do admirador e presenteá-lo com um livro.

– Ele autografou um de seus livros e o dedicou ‘a meu amigo Nikolai’ – conta, aproveitando para revelar mais um fato curioso de sua visita a Santos:

– Quando saí da casa, aproveitei para pegar uma pequena pedra de seu muro, para a coleção. Provavelmente, isso soa engraçado para alguns, mas não para mim – revela, emocionado, ao lembrar que a viagem foi como um sonho. Afinal, 40 anos após o início de sua paixão, ele estava ali, na terra de seu ídolo.

– Para mim foi mais ou menos como para os americanos chegar à Lua.

Mas se tem uma pergunta da qual o ucraniano sempre escapa é afinal, quanto vale sua coleção? Ele diz que nunca revela.

– Mas posso dizer que gastei muito dinheiro. O preço de minha coleção é minha alma e minha vida. É claro que eu sei o quanto gastei, mas sua vida e sua alma não têm preço. Não dá para medir seu sonho com dinheiro – completa.

No início, Hudobin tentou abrir seu museu em Moscou, mas então a URSS se desfez, e a ideia passou a ser a capital ucraniana, Kiev. A iniciativa não deu certo e o fã de Pelé abriu as portas em Lugansk. Recentemente, tentou incluir, sem sucesso, seu museu no roteiro turístico para a Eurocopa de 2012, que acontecerá na Polônia e na Ucrânia. Mas, mesmo ainda não inaugurado oficialmente, o museu sobre Pelé de Nikolai Hudobin atrai desde jogadores brasileiros a fanáticos por futebol de toda a Ucrânia.

– Eu sei que Pelé foi convidado para a Euro. Gostaria muito que ele e a viúva de Yashin inaugurassem o museu. Seria um sonho que o Rei do Futebol deixasse um pouco de sua alma aqui – convida Hudobin.

Agora, quem dá a bola é o próprio Pelé.

9 COMENTÁRIOS

  1. Olá,

    Conheci este blog hoje e estou interessadíssimo em explorá-lo, pois em julho viajarei pela primeira vez à Rússia.

    No entanto, venho tendo um probleminha de navegação. Ao clicar em alguma ‘tag’ como “turismo”, que tem mais de 50 posts, aparecem os 5 mais recentes, mas ao final não aparece nenhum botão para continuar vendo os anteriores. Abri o blog no Chrome e no Explorer, nos dois ocorria o mesmo problema. Será que isso acontece só neste meu computador?

    at.te Bruno

  2. Obrigado pela resposta, Fabrício.
    Enquanto isso vou tentar explorar o blog pelas buscas – pouco a pouco, porque venho usando meu tempo livre para aprender um pouco da língua e não ficar tão perdido.

    Dei uma olhada nas posts, mas vou aproveitar e perguntar aqui mesmo: você sente alguma diferença entre levar dólares ou euros para trocar na Rússia? Algum é mais aceito e trocado com melhores cotações, ou dá na mesma? Como depois seguimos para a Letônia, que já adotou o euro, estou pensando em ir apenas com euro.

  3. É verdade Fabrício, me confundi! É na Estônia que já adotaram o Euro. Como nessa viagem também passaremos pelos 3 bálticos, e já faz algum tempo que fechei o roteiro, tinha apenas a lembrança de que em 1 dos países poderíamos usar o Euro. Desde então deixei a parte prática da viagem meio de lado – inclusive alguns trajetos de trem e ônibus ainda preciso comprar, que pelo que vi não dá para comprar com tanta antecedência. Falta cerca de 4 meses ainda.

    abs

    • Boas Bruno,
      É, adotaram ano passado o euro, se não me engano. Pena que os outros ainda não entraram na dança. Mas já dá pra vc andar só com euros, trocando pelas moedas locais.
      Mas fica de olho com as passagens, pq vc vai no alto verão, altíssima temporada. Se deixar muito pra cima da hora, pode acabar se complicando. Fica esperto e se garante assim que der, pq junho/julho é muita gente!
      Qq coisa, tamos aí!
      Abraços!
      fab

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