‘Não Conta Lá em Casa’ na Rússia: episódio 2 esquenta

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Ontem, quinta-feira, foi ao ar o segundo episódio do programa ‘Não Conta Lá em Casa’, do Multishow, na Rússia. Como contei nesse post aqui, dei uma mãozinha pros amigos se virarem por lá. E, agora, a gente começa a ver como eles deixaram a conveniente Moscou para o temido Cáucaso.

A gente viu como é difícil se virar na Rússia se você não sabe russo ou, pelo menos, não lê cirílico. Os caras tentaram de todo jeito comprar a passagem, mas, sem saber ler, tiveram que contar com a ajuda do professor Vicente Barrientos. Aliás, o plano era irem de trem, mas parece que ficou complicado e eles foram de avião mesmo. Ir pelos trilhos dura entre 40 e 50 horas e é uma delícia – eu fiz em 2002 – mas é tensa e cansativa. Ainda mais quando você vai no coupê aberto, junto com a galera. E tem maluco de todo tipo. De avião é mais rápido e mais seguro, sem dúvida.

E em uma parte eu, particularmente, caí na gargalhada. Nos nossos encontros aqui, uma coisa que sempre falava era para eles ficarem na surdinha, no miudinho, evitarem contar para Deus e o mundo que iriam para o Cáucaso. Mas aí o que acontece? Eles vão a uma rádio, dar entrevista e espalhar pelos sete cantos da Rússia… Ri muito!

Mas o papo acabou sendo legal, pois conheceram o tal do Serguei, uma voz completamente lúcida, com uma opinão sobre os russos e seu país totalmente real. ‘Consumir, consumir, consumir. Comer, cagar, comer, cagar. Você pode fazer o que você quiser, pois tudo é perdoado. A Rússia não é um país de esquerda, o russo é de extrema direita e paternalista, radical’. Genial, vale a pena ouvir tudo.

Em contrapartida, depois o quarteto fala com um tal de Alexander, que viveu na África, que repete toda aquela ladainha que a gente cansa de ouvir sobre o Cáucaso: eles são maus, sequestram estrangeiros, é tudo feio. A Osétia do Norte é boa pois é cristã e todos os vizinhos, muçulmanos, são malvados. É o que você vai ouvir sempre por lá, uma opinião comum de quem não tem opinião, senão a que lhe é imposta. Desconsidere. Você vão ver que esse pensamento é tosco – e o ‘Não Conta Lá em Casa’ já mostrou isso ao ir para um monte de países muçulmanos. Existe risco? Sim, até de sequestro, mas menos… Eu sou do partido ‘Tishe edesh, dalshe budesh’ (algo como quem come quieto, come duas vezes). Se não falar demais, não pega nada.

Depois, a turma emburaca para o aeroporto. Uma coisa interessante é no fim, quando eles estão na rua, fazendo sinais para carros. Não estão pedindo carona, mas chamando táxis. Como a gente bem sabe, táxi na Rússia é uma instituição. Você faz sinal para qualquer carro, o sujeito para, você diz para onde vai e negocia o preço. Se der certo, você entra. Se der errado, toma uma portada na cara. Em geral, funciona mais com os carros mais humildes, mas já peguei ‘táxi’ com BMWs, SUVs e carrões do tipo. Embora muita gente jure que isso vai acabar, eu torço para que não. É uma ótima chance para papear com nativos!

Semana que vem vamos viajar com a turma para o Cáucaso! Agora, curtam o programa de ontem!

4 COMENTÁRIOS

  1. Muito legal o vídeo. Já vi as duas partes desse documentário sobre a Rússia, feito pelo programa “Não conta lá em casa” .
    Estou ansioso pela terceira parte e espero que você a poste aqui. É sempre bom saber sobre roteiros não tão explorados aqui no Brasil. E a Rússia, em especial, sempre me despertou certa curiosidade.

    Muito Obrigado, abraços!

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