Não há vagas para Heródoto em Moscou

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Enquanto não reinauguro o blog com posts decentes, vou de rodinha de história. Sei que não preciso provar que todo mundo que foi à Rússia tem uma história pra contar. Mas li essa aqui e tenho que compartilhar. Está na edição 756 do informativo ‘Jornalistas & Cia‘.

O contador é Luiz Roberto de Souza Queiroz, conhecido como Bebeto, que teria ouvido de Walquíria, a esposa do âncora da CBN e da TV Brasil, Heródoto Barbeiro. Se você não acredita, precisa ir à Rússia urgentemente…

“E para não perder a viagem, Bebeto engatou outra história, que diz ter ouvido de Walquíria, mulher do âncora da CBN Heródoto Barbeiro, sobre uma viagem que eles fizeram a Moscou. Se Heródoto quiser replicar, o espaço está à disposição.

O hotel do Heródoto em Moscou Autossuficiente, Heródoto recusou o guia que ia acompanhá-los pela cidade, pois ‘ele só vai mostrar os pontos turísticos, e a gente quer conhecer a alma do povo, a Moscou que o turista não vê’.

Diante do temor de Walquiria de que não conseguissem voltar ao hotel, ele copiou diligentemente o que estava escrito na fachada, naquelas ininteligíveis letras do alfabeto cirílico, e com absoluta segurança guardou o papel no bolso.

O casal passeou livremente por Moscou, curtiu adoiado e, na hora de voltar, entrou num táxi. Heródoto disse ao motorista que queria ir para o hotel e, triunfante, entregou o papelucho com as letras cuidadosamente desenhadas.

O motorista não entendeu, olhou o papel, sacudiu a cabeça e desandou a falar em russo, fluentemente – o que, por sinal, em Moscou, não é de espantar.

Montada a confusão, Heródoto irritando-se e apontando com insistência o papel, o motorista optou por deixar o carro com os dois lá dentro e voltou pouco depois, acompanhado de um taxista que falava inglês. Este finalmente conseguiu explicar ao casal que não havia nome de hotel nenhum no papel, onde Heródoto escrevera em russo a seguinte frase: ‘O hotel está lotado, não há vagas'”

1 COMENTÁRIO

  1. Seria cômico se não fosse trágico. Falhas de comunicação ocorrem de uma forma relativamente comum até mesmo dentro de uma mesma comunidade, com pessoas que possuem gírias diferentes.

    O agravante no caso em questão, é que o “herói” (sem temer trocadilhos) deste conto não sabia patavinas de russo, corroborando com a minha teoria de que a pessoa deve aprender o básico do idioma falado no país que irá visitar. Quem não sabe não deve ir, ou deve ter um guia que saiba.

    Esse relato lembra-me uma situação constrangedora onde um brasileiro pediu em um restaurante de Buenos Aires uma “concha para sopa” (tal significado não vale para outros países de língua espanhola).

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