Novo feriado vai ganhando forma

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Ontem foi dia de comemorar o Dia da União dos Povos, o mais novo feriado da Rússia. Enquanto muita gente aproveita pra descansar, sem dar a mínima para qualquer significado histórico, muitos foram às ruas – mesmo sob um frio de -5º – para lembrar e ‘glorificar’ as tradições populares dos povos da Rússia.

É um feriado que eu nunca vivi e não sei muito do espírito. Só o que me contam. Afinal, ele foi inventado em 2005, já que o Dia da Revolução, que era comemorado no dia 7 de novembro, foi limado do calendário no início dos anos 90, deixando uma ‘vaga’ para um novo feriado.

Bom, a história remete, resumidamente, ao longíquo ano de 1612, quando Kuz’ma Minin e Dmitri Pozharskii teriam liderado uma pequeno ataque para retomar a ‘Kitai-Gorod’, fortaleza que guardava os invasores poloneses que dominavam Moscou, e libertar a capital da Rússia dos odiados invasores. São esses dois sujeitos que estão ‘estatuados’ ainda hoje em frente á Catedral de São Basílio (a das cúpulas coloridas), no meio da Praça Vermelha. É uma das grandes vitórias da história do povo da Rússia.

Sobre isso, o presidente Medvedev aproveitou para fazer um daqueles discursos motivadores, principalmente em tempos de crise: ‘Somos um povo unido, que soube superar todos os problemas, vencer muitas vezes o inimigo e ter paciência com as privações, ficando sempre mais forte e corajoso’. Bonito, assim como as paradas, desfiles e agitações que aconteceram por todo o país.

Mas o Dia da União dos Povos ainda é visto de forma meio blasé pelos russos médios. Para muita gente, é só um feriado inventado a partir de um motivo histórico qualquer para substituir o Dia da Revolução, muito arraigado no imaginário e no cotidiano dos ex-soviéticos. ‘É engraçado terem inventado esse dia. Tanta data histórica mais importante e foram encontrar logo essa. Bom, pelo menos é feriado e dá pra gente descansar’, diz uma amiga, pelo MSN.

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