Parada da OTAN no ‘Dia da Vitória’: sim ou não?

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Mudo a cara do blog mais uma vez lembrando o ‘Dia da Vitória’ na 2ª Guerra Mundial (Den’ pobedy), a ser comemorada no próximo dia 9 de maio, ápice das celebrações de uma semana inteira, que lembram os sangrentos confrontos e a vitória sobre os nazistas no conflito. Aliás, conhecido por lá como ‘Grande Guerra Pátria’, em vez das denominações que conhecemos aqui. É semana de veteranos – os poucos que ainda restam – exibirem seus trajes, medalhas, darem entrevistas, serem homenageados e contarem suas histórias. Que são, muitas vezes, absolutamente inacreditáveis e além do limite do imaginável para a resistência do ser humano.

Ano passado expliquei a historinha das ‘Fitinhas de São Jorge’ aqui no blog (relembra aí) Então, você pode relembrar a polêmica e ficar sabendo de mais uma – pois é, todo ano o Dia da Vitória mexe com os ânimos da Rússia. Agora, a celeuma é simples: parada militar da OTAN na Praça Vermelha, não.

Explico: como todo mundo sabe, a Rússia faz, no dia 9 de maio, um desfile com a nata de suas forças militares na famosa praça do centro de Moscou. Os desfiles minguaram com o fim da União Soviética, mas estão ganhando força ano após ano, com o fortalecimento da economia russa. Pois bem. Para esse ano, a Rússia preparou uma ‘surpresa’: convidou as Forças Armadas de França, Grã-Bretanha e Estados Unidos para participarem da parada.

Só que esses países são os pilares da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que, durante sempre, foi rival dos países signatários do extinto ‘Pacto de Varsóvia’, que incluía as nações do antigo bloco socialista. Entretanto, mesmo com o fim do sovietismo e a adesão de alguns países do extinto bloco da URSS à OTAN, para a Rússia, esse bloco ainda é um inimigo ideológico. E isso está lá, na ‘Doutrina das Forças Armadas da Federação Russa’.

O convite irritou alguns partidos e grupos sociais e, desde então, há um movimento popular para organizar protestos contra a participação dos três países ‘rivais’, tanto nas ruas quanto na internet. Para eles, a participação desses países é um desrespeito aos veteranos soviéticos e uma afronta ao Exército Russo.

Uma rápida pesquisa no Google te dá um zilhão de páginas sobre o tema, como aqui. Tem o site, meio que oficial da campanha, que você pode ver aqui. O vídeo da campanha ‘Paradu Nato, Net’ está bem interessante, aliás. Confere só:

Agora, a divisão está formada: globalização ou abraço ao legado soviético? Para onde ir?

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