Protestos pró e contra Pútin e um raro discurso do premiê

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E o domingo promete em Moscou. Manifestantes pró e contra Pútin organizaram atos em diferentes pontos da cidade para mostrar suas convicções, exatamente antes do ‘Dia D’: a tão esperada eleição para presidente, que acontece no próximo dia 4.

Ao redor do Kremlin, no cадовое кольцо (Sadovoye Koltso, círculo, ou anel do jardim), a oposição promete dar as mãos na ação Большой белый круг (bol’shoi belyi krug, grande círculo branco), no qual os participantes darão as mãos, ‘abraçando’ o Kremlin, como diz a convocação da manifestação:

«Мы стояли на Болотной и на Сахарова. Мы ездили по Садовому. Мы шли по Якиманке. Наши требования до сих пор не выполнены. 26 февраля мы окружим центр города живым кольцом. Ровно в 14:00 мы выйдем на Садовое кольцо, встанем на тротуаре по внутренней стороне кольца и возьмем друг друга за руки»

Segundo a organização, não acontecerão discursos, gritos ou algo do tipo. Eles ficarão em silêncio. Como em uma flashmob. Aliás, por falar em flashmob, uma também está planejada, para a Ploshchad Revolutsii. A ideia era fazer o protesto ‘Adeus ao inverno político’, que marcaria a ‘primavera russa’, mas a autorização para a manifestação foi negada, já que festas da ‘maslenitsa’, o carnaval russo, estavam planejadas. Daí, a flashmob: centenas irão participar das festas do blin russo, mas com alguma peça de roupa branca.

Já o movimento a favor de Putin planeja a ação Путин любит всех (Putin Lyubit vseh, Putin ama a todos), na Triumfalnaya Ploshchad. A ideia é distribuir fitinhas com as cores da bandeira russa e tirar fotos de seus eleitores com slogans a favor do premiê.

Vou tentar mais tarde colocar aqui alguns vídeos e fotos das manifestações.

Só lembrando, como eu estive ausente do blog nos últimos dias, que a semana foi agitada por lá. Na última quinta-feira, o premiê arrastou uma multidão de 130 mil pessoas, naquela que pode ter sido a maior de todas as manifestações populares desde as eleições parlamentares de 4 de dezembro, superando até as da oposição, pelas ruas de Moscou até o estádio Luzhniki. Novamente com sua retórica nacionalista e antiamericanista, Pútin foi enfático em um de seus raros discursos e aparições públicas: ‘Hoje, somos os defensores da pátria. Não permitiremos que ninguém interfira em nossos assuntos internos’.

Para você, que nunca viu Vladimir Pútin discursando, essa é uma oportunidade rara. Muitos conhecidos meus, correspondentes, há anos na Rússia, nunca o tinham visto em público, para se ter uma ideia. Confira:

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