Rússia x Geórgia pela Ossétia do Sul um ano depois

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Um ano após o fim da guerra no Cáucaso entre Rússia e Geórgia, o dia 8 de agosto virou praticamente um feriado nacional, sob o comando do presidente Dimitri Medvedev. Tanto em Moscou quanto em Tsikhinvali, capital da Ossétia do Sul – disputada entre os dois países – o conflito foi lembrado com tons de provocação e patriotismo por todos os três lados do conflito.

Os atos começaram pouco antes da meia-noite, a mesma hora que as tropas georgianas lançaram bombardeios contra a capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, na catedral de Cristo Salvador, em Moscou. Na mesma hora, em Tskhinvali, centenas se reuniram no centro em um ato chamado ‘Vela da memória’ para lembrar as vítimas do ataque: 67 militares russos e 162 civis da Ossétia do Sul.

Ainda no pequeno país do Cáucaso, foi inaugurado um ‘Museu do Genocídio’, com fotos, desenhos, esculturas e textos lembrando o conflito e seus ‘heróis’. Para o Kremlin, o ataque georgiano é considerado ‘genocídio’ e ‘limpeza étnica’ da região separatista. E isso é reforçado pelo líder ossetino, Eduard Kokoyti. ‘As tropas russas chegaram a tempo de nos defender e de expulsaro inimigo’, diz.

Medvedev também esteve na região, onde visitou ainda o cemitério de Beslan – onde uma escola foi atacada por terroristas em 2002, matando 384 reféns, sendo 186 crianças. ‘Agimos acertadamente. Não me envergonho disso. A Rússia se comportou com honestidade e responsabilidade com relação a seus irmãos do Sul’, disse o presidente em discurso.

A situação ainda é tensa na região, apesar da presença maciça das tropas russas. Como a Ossétia do Sul ainda não é reconhecida amplamente pela comunidade mundial, a Geórgia ainda articula formas de reaver parte de seu território.

Enquanto isso, a região – que já sofria com a pobreza e a falta de infra-estrutura – segue devastada após uma guerra cruel, que obrigou mais de 200 mil pessoas a deixarem suas casas, dos quais 30 mil, em sua maioria georgianos da Ossétia, seguem sem poder voltar para onde moravam antes do início do conflito.

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