Síndrome de Drummond em Petersburgo

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São Petersburgo também tem sua estátua-alvo de vândalos, assim como o Rio de Janeiro. Enquanto na Cidade Maravilhosa os bárbaros adoram destruir/furtar os óculos do monumento ao poeta Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, na cidade onde nasceu a Revolução Russa os mal-educados atacam as estátuas dos grifons numa das pontes mais charmosas da cidade, a Bankovskovo.

Os quatro leões-alados, animais que viraram símbolo da cidade por representarem a esperança e as artes, guardam a ponte Bankovskovo desde 1826. Sobreviveram a guerras, inúmeros ataques e resistem bravamente ao clima da cidade – embora precisem de frequentes reformas -, mas suas asas, cobertas de ouro, são presas fáceis para os vândalos, que arrancam suas penas. Ou simplesmente raspam a casca dourada, deixando os bichos mitólogicos ‘pelados’. Isso mesmo após muitos avisos, de que o ouro ‘raspado’ não teria qualidade para ser reutilizado.

Desta vez, a coisa foi mais chocante, já que as estátuas haviam sido restauradas no final de dezembro, ao custo de US$ 770 mil. Estavam novinhas em folha. E agora, caso seja liberada a verba para nova obra, ela deve durar no mínimo dois meses. Fato bem improvável, em tempos de crise.

Os grifons são paradas obrigatórias em Píter. Dizem que, se você quer ficar rico, basta alisar as patas da escultura. Mas muitos turistas abusam: escalam as muretas e ‘montam’ no bicho, fazendo pose, mas destruindo o patrimônio. Isso sem falar nos pichadores que deixam seus ‘nomes’ nele…

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