O drama do fogo em fotos

A chuva caiu nas áreas esfumaçadas e afetadas pelos incêndios. Mas não foi suficiente. Hoje conversei com um bocado de gente, em Moscou e em algumas cidadezinhas ao redor da capital. E, mesmo que a fumaça tenha se dissipado um pouco, o cheiro de queimado parece que ainda paira no ar.

O blog engraçadinho (e favorito da casa) English Russia fez uma compilação de grandes fotos, tiradas nas últimas semanas, que mostram um pouco do drama. São imagens que mostram várias dramas, desde casamentos arruinados, casas, vidas, cidades, casas, rotinas, monumentos… Nada escapou.

Vale muito a pena conferir, para se ter uma noção da tragédia. O link está aqui.

http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/stumbleupon_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/delicious_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/technorati_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/google_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/myspace_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/facebook_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/yahoobuzz_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/twitter_48.png

Acordando a Praça Vermelha

Desta última vez, em Moscou, uma insônia ajudou a realizar um grande desejo meu: fotografar a Praça Vermelha bem cedinho de manhã. Por isso, entenda-se 5h, 6h da madrugada. Pois é. Sempre tive essa vontade, de cair ali no centrão, Praça Vermelha, Kremlin, Alexandrovskii Sad, Tverskaya, Arbat, antes das 7h da manhã. Sem ninguém. Só eu, os lugares, o rio Moskva e uma boa máquina fotográfica.

E vou dizer, apesar de perder uma noite de sono, foi muito legal. Se você tiver a chance, faça isso. Mesmo que perca uma noite, ou um dia, caia na Praça Vermelha cedo, de manhã, ou tarde da noite. Uma boa também é a ponte que fica atrás da catedral Vasilii Blazhenogo. Para ambos os lados, a vista é incrível.

Bom, fiquei rodando das 6h até quase as 10h. Esperei um mercadinho abrir, comprei um lanche, descansei um pouco no Alexandrovskii Sad, onde também pude fotografar, sozinho, a troca de guarda no fogo eterno e túmulo do soldado desconhecido. Alguns dos cliques – aqueles que achei melhores – estão nessas miniaturas aqui.

Agora, tenho que voltar para matar minha outra vontade. Fotografar a Praça Vermelha de madrugada, com um bom tripé e uma grande angular. Na próxima, certamente, a praça bonita não me escapa!


Moscou
Moscou
Moscou
Moscou
Moscou
Moscou
Moscou
Moscou

http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/stumbleupon_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/delicious_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/technorati_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/google_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/myspace_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/facebook_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/yahoobuzz_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/twitter_48.png

Tá calor? Você preferia estar nesse friozinho?

Esses dias, num dos raros momentos com internet, o clima virou assunto em um papo com a amiga do blog Darya Beldiskaya. Enquanto a gente reclama do calor saariano na Terra Brasilis, na Rússia o assunto é o frio incansável e interminável. Dasha mora nos arredores de Moscou, mas tem conexões na não menos gélida Letônia (que eu sempre confundo com a Lituânia…). Daí pedi pra ela mandar umas fotos da temperatura em Riga, só pra dar um refresco no meu calor.

E as fotos que ela mandou são tão bacanas que resolvi tascar aqui no blog, só pra quebrar o gelo nesses dias de silêncio. Todas foram tiradas nos arredores da capital letã, Riga. E é como dizem: quando você pode fazer bonecos de gelo com tamanha precisão e eles duram dias, é que está frio mesmo. E também quando há estacas de gelo por todo canto, é bom não andar colado na parede…

Clique para ampliar:


Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket

http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/stumbleupon_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/delicious_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/technorati_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/google_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/myspace_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/facebook_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/yahoobuzz_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/twitter_48.png

“Transiberian”, o filme, dá um gostinho da famosa viagem

Acabei de assistir ao thriller de suspense “Transiberiano“, uma co-produção do Reino Unido, da Alemanha, da Espanha e da Lituânia. E que tem como pano de fundo, óbvio, a maior ferrovia do mundo. Tudo para contar uma história de suspense sobre contrabando de drogas para e pela Rússia.

Basicamente, é a história de um casal de americanos que deixa a China rumo a Moscou e conhece um outro casal bem estranho na cabine do trem. Durante os sete dias de viagem, eles vão descobrindo que o simpático casal na verdade… Bem, tem que ver saber o que acaba rolando.

Deu uma baita nostalgia ver a viagem de trem. Aliás, trem e estação de trem, na Rússia, é tudo igual. Claro que tem os coupês para burguês, com portinha fechada e vagão restaurante chique. Na real, o buraco é bem mais embaixo. Não cheguei a viajar muito pelo leste, mas fui longe, ao sul, em viagens longas, ouvindo “tatá-tatá” dos trilhos dias e noites sem fim.

As paradas são sempre as mesmas, com as vovós oferecendo de tudo – peixe, pente, bacia… – e os tios oferecendo aos gritos quartos de hotel e camas pra dormir. Todo mundo com cara de tratante e vigarista, mas, estranhamente, inspirando algum tipo de confiança. Loteria pura.

Eu, do fundo do meu coração, não recomendo que pessoas que não falem russo façam viagens longas de trem pela Rússia ou mesmo pelo leste Europeu. Não sei, mas é estranho. E me parece inseguro. As pessoas não são lá muito simpáticas e a dificuldade de comunicação é, por vezes, intransponível.

Por outro lado, as paisagens são coisas inacreditáveis. Esqueça o tipo de natureza ao qual você está acostumado. Esqueça morros, árvores e, sobretudo, o verde, se viajar no inverno. E o legal é que “Transiberiana” dá um painel bem legal de tudo isso.

Voltando ao filme… Sabe quando a gente vê americanos representando brasileiros, fingindo que falam português? Pois é, ridículo né? Então, é a mesma coisa com Ben Kingsley, o eterno “Gandhi”, que aqui é um policial russo. É patético vê-lo falando russo e pior, ensinando o ameriano Woody Harrelson a falar um mísero “Boa noite”. Nem é tão difícil, mas o cara consegue errar.

Lembro quando os russos viram um filme no qual Sean Connery interpretava um russo. Acho que era “Outubro Vermelho”. Ou não. Enfim, tinha uma cena que ele tomava vodka com os amigos. E nem segurar nem beber direito, estilo russo, ele conseguia. Isso virou piada por lá. “O cara não consegue beber vodka e quer falar russo?” é uma expressão que usam para zoar quem quer botar o carro na frente dos bois. Algo como “entrou agora no ônibus e já quer sentar na janela…”

O filme tem uns micos étnicos. Mas é um suspensão de primeira, bem amarrado, bem contado e com uma fotografia espetacular. Recomendo. Dá um gostinho da viagem (que farei nos próximos anos, com certeza), e ainda ensina uma lição preciosíssima: na Rússia, tenha muito medo da polícia.

http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/stumbleupon_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/delicious_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/technorati_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/google_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/myspace_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/facebook_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/yahoobuzz_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/twitter_48.png

Chernobyl: Reino de Plutão

Recebi ontem, diretamente da Ucrânia, o fotolivro ‘Pluto´s Realm’, feito pela Elena Filatova, a motoqueira que esteve várias vezes na zona morta de Chernobyl. O título do livro é um jogo de palavras, que mistura a idéia da superfície do ex-planeta Plutão, com o nome romando para o deus grego responsável pelo Hades (inferno ou reino dos mortos) e com os efeitos do elemento radioativo plutônio. Mais uma vez, tanto as fotos quando os textos de Elena são de uma sensibilidade ímpar sobre a tragédia e seus efeitos na comunidade – local, internacional – e sobre suas repercussões na alma das pessoas. Fiquei muito impressionado. Com as fotos, com o livro e com a atenção da moça. Fica aqui meu obrigado!

Se não aparecer o slideshow, clica aqui.

Related Posts with Thumbnails
http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/stumbleupon_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/delicious_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/technorati_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/google_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/myspace_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/facebook_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/yahoobuzz_48.png http://www.falandorusso.com/wp-content/plugins/sociofluid/images/twitter_48.png
show
 
close
indispensável para quem quer entender de onde o pilar básico da economia russa. petróleo: passado, presente e futuro - http://t.co/CAPo8TPk