Fim do visto para Ucrânia: parece que agora vai!
dez 10, 2011 Ex-repúblicas, Turismo
Os amigos avisaram e eu reproduzo aqui. O site da Embaixada da Ucrânia no Brasil colocou um comunicado sobre o acordo de isenção de vistos entre os dois países no site, avisando que o mesmo passa a valer, finalmente, no próximo dia 30 de dezembro. Ou seja, parece que, enfim, nossos problemas estão acabados. Em 2012, poderemos ir e vir pra Ucrânia, para fins turísticos, por períodos de até 90 dias, sem a medonha burocracia.
Agora, como o site só postou o comunicado em ucraniano (e eu não tenho a menor ideia do motivo pelo qual eles fizeram isso), a gente traduz aqui para todo mundo.
Da adoção do regime de liberação de vistos entre Brasil e Ucrânia
Comunicamos que o acordo entre a Ucrânia e o Governo do Brasil para liberação parcial de vistos, assinado em 2 de dezembro de 2009, em Kiev, deve entrar em vigor no dia 30 de dezembro de 2011.
O acordo prevê entrada livre mútua para cidadãos da Ucrânia e Brasil para turismo e negócios em períodos que não excedam os 90 dias, dentro de 180 dias a partir da data da primeira entrada.
O documento de viagem válido para cidadãos da Ucrânia no Brasil sob o referido acordo é o passaporte de cidadão da Ucrânia para viagens ao estrangeiro e o documento de viagem infantil.
ЩОДО ЗАПРОВАДЖЕННЯ БЕЗВІЗОВОГО РЕЖИМУ МІЖ УКРАЇНОЮ ТА БРАЗИЛІЄЮ
Повідомляємо, що Угода між Урядом України та Урядом Федеративної Республіки Бразилія про часткову відмову від віз, підписана 2 грудня 2009 року в м. Києві, набирає чинності 30 грудня 2011 року.
Угода передбачає взаємний безвізовий порядок в’їзду для громадян України та Бразилії з метою туризму та бізнесу на період не більше 90 днів протягом 180 днів з дати першого в’їзду.
Проїзними документами, дійсними для поїздок громадян України в Бразилію на умовах згаданої Угоди, є паспорт громадянина України для виїзду за кордон та проїзний документ дитини.
‘Não Conta Lá em Casa’: enfim, no famoso Daguestão
Ontem foi dia de curtir o 3º programa ‘Não Conta Lá em Casa’ na Rússia. Como a gente vem acompanhando, os caras estão em uma cruzada pelo país, cujo objetivo principal é mostrar como é a vida no Cáucaso – e isso inclui Chechênia, Daguestão, Ossétias do Sul e do Norte e Abkházia.
Agora, no terceiro episódio da série, eles chegam ao Daguestão e, com a ajuda de uma equipe de TV russa, conhecem um pouco o país e mostram um lado tranquilo. Como tempero ainda assistem a um jogo do campeonato russo com o time local, o Anzhi Makhachkalá, onde joga Roberto Carlos. Aliás, os caras invadiram o estádio e conseguiram ver o jogo no meio da torcida. Sem falar na entrevista com o lateral pentacampeão. Bem bacana mesmo!
Já que eles próprios se zoaram no twitter – já que cada um falava o nome da cidade de forma diferente a cada vez – vou dar o toque: se fala marratchkalá. Simples! =)))
Bom, chega de papo e vamos curtir o programa, lembrando que, semana que vem, tem Chechênia. Lembrando que passa quarta-feira no Multishow, às 22h.
Perdeu os dois primeiros capítulos? Assista aqui e aqui.
Tags: cáucaso, daguestão, multishow, não conta lá em casa, viagem
Diário de bordo de um companheiro na Rússia
mai 30, 2011 Turismo
Bom, após merecidas (ou não) férias, cá estamos de volta. Logo de cara, sei que muitos estão planejando uma viagem para a Rússia nos próximos meses. Para que você não ache que ir para lá é coisa do outro mundo, recomendo fortemente a leitura dos posts do blog do Alexandre, um viajante-nato que passou coisa de uma semana entre Moscou e São Petersburgo.
Seu blog é, na verdade, uma espécie de diário de viagens. Além de dicas para a Rússia, você vai encontrar muitas outras boas sacadas sobre um sem número de cidades e países. Mas, como nosso assunto aqui é Rússia, vale a pena ler o que ele fez e como fez por lá, já que ele não fala russo – embora tenha tido a perspicácia de pelo menos aprender a ler cirílico para a viagem.
Dentre os muitos toques, você vai perceber que, sobretudo em Moscou, ter noção de cirílico – o alfabeto russo – pode salvar sua pele e ser a diferença entre ver a Praça Vermelha ou ver um pouquinho mais da Rússia. Já em São Petersburgo, as coisas são mais ‘amistosas’ para o turista, embora ainda não sejam fáceis.
Outro detalhe muito interessante é o tempo: tirando junho e julho, em todos os outros meses você corre risco de pegar um friozinho de respeito. Então, esteja preparado e saiba que 10C não é anormal. Encasaque-se e vá para a vida.
O Alex ainda teve a manha de comprar, ainda no Brasil e via internet, a passagem Moscou-São Petersburgo pelo Sapsan, o trem-bala russo. Mas, na hora de retirar as bagagens, teve uns probleminhas típicos.
Bom, sem mais, selecionei umas fotos mais curiosas. E recomendo fortemente que você leia os posts no próprio blog do Alexandre.
Turismando por Piter – dicas da ‘Viaje Mais’ + minhas (pt. 2)
Então vamos lá. Como promessa é dívida, sigo aqui com meus pitacos. Lembro que, quem quiser perguntar, pode deixar comentário. Eu entendo um pouco e tem uns amigos do blog que tudo sabem!
Minha crítica à revista foi que ela contou muita, mas muita história da cidade. O que a gente quer é viajar junto e ver dicas. Tudo bem que uma contextualizada é legal, mas, menos, menos… Bom, como eu disse no outro post, a região da Nevskii Prospekt tem um bocado de coisa legal. Na última vez, eu comecei pela Isakievskii Sobor, a Catedral de São Isaac, que fica bem pertinho do Hermitage. Você sai, cai na praça onde tem a Coluna de Alexander, vira para a direita (olhando para a frente) e vai ver um parque, com muito verde. Seguindo por ele, não vai ter erro: basta seguir a enorme e imponente cúpula dourada!
Ali, a entrada é obrigatória. A repórter lembra que são 262 degraus até o topo da cúpula, praticamente o ponto culminante da enorme planície que é Piter. De lá, uma vista deslumbrante para o céu infinito da cidade. Você pode ver todas as igrejas, as cúpulas, o rio, o golfo… Prepare sua máquina fotográfica!
Dali, você pode fazer um passeio um pouco sinistro. Ande exatamente reto, em frente à Catedral, até o Palácio Mariinski, que é bem visível. Tire umas fotos, tente entrar… Mas vire à direita, seguindo pela Naberezhnaya Reki Moiki. Mais duas quadras e você verá o ‘Palácio Yusupov’, onde aconteceu o terrível assassinato do monge maluco mais famoso do mundo: o Rasputin. Faça o tour guiado. É fantástico! E sinistro…
Então, você volta pelo parque e pega a Nevskii Prospekt de novo (ou avenida Nevskii). Vá passeando, vendo e sendo visto, até cruzar a Bolshaya Morskaya. Um pouco depois, à esquerda, tem o Literaturnoe Kafe, um lugar chiquezinho, com umas comidinhas legais e um ambiente idem. Pra turistada, é ótimo. Recomendo mesmo.
Um pouco mais à frente, mas no lado direito da rua, tem o Stroganovskii Dvorets, ou o Palácio Strogonoff. Isso mesmo, da famosa família que criou a comida. É bem imponente e bonito, sobretudo à noite. Antigamente tinha um restaurante chique ali, onde serviam o famoso prato na versão original. Na última vez que fui, tinha fechado. Se passar por lá e tiver algo, avise!
Nosso objetivo nessa caminhada é a Kazanskii Sobor, a Catedral de Kazan. Em forma de ferradura, é inspirada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, é bem…não-usual. A repórter lembra que foi uma tentativa frustrada de unir as duas Igrejas: Católica e Ortodoxa. Não sabia… Ah, ali tem o túmulo do General Kutuzov, do livro ‘Guerra e Paz’, de Tolstoi.
Se quiser comprar livros, o lugar é ali: em frente à Catedral, tem uma Dom Knigi. Para quem gosta, são excelentes souvenires, os livros de fotos, imagens, desenhos. A preços bem módicos. Só são pesados…
Nessa mesma ruazinha onde tem a Dom Knigi, a Naberezhnaya Griboyedova, você segue reto, beirando o canal. Anda cerca de 1 km, rápido, e chega num dos tesouros de Piter: a catedral ‘Spas na Krovi’, ou ‘Salvação pelo sangue’. Inspiradíssima na Catedral de São Basílio (aquela colorida) de Moscou, esse tesouro ficou largado na época da União Soviética e só reabriu em 1997 (um pouquinho depois eu fui lá conferir…). É um lugar maravilhoso, único, pra sentar e ficar admirando. Atenção: verifique antes os dias de visita. Ela vive fechada para restauração e os horários de visita são curtissimos. Pesquise antes.
Dali, siga na mesma direção da rua de onde você veio. Você vai sair no ‘Marsovo Pole’, um lindo parque com grama e muita gente passeando, noivos tirando fotos (e ainda vou explicar essa tradição aqui), crianças brincando… Eventualmente, você vai topar com um quadrilátero estranho, com uma chama dentro. É o ‘Fogo Eterno’ (Vechnyi Ogon), que queima em homenagem aos que lutaram pela liberdade de São Petersburgo, durante a ‘Blocada’, na Segunda Guerra Mundial. É um lugar solene e de respeito.
Mais adiante, tem o belo ‘Letnyi Sad’, o jardim de verão. Um parque com uma pequena floresta e exposições ao ar livre. Curta as esculturas, as artes, as pessoas pintando ou ensaiando (se der sorte, pode ver orquestras inteiras ensaiando por ali). É um lugar lindo, calmo, com muitas crianças e idosos. Mas evite ir lá à noite. Siga em direção ao Rio Neva, ande um pouco pela ‘Naberezhnaya’ ou ‘Beira-Rio’. Ali é um bom lugar para cruzar e ir para a ‘Fortaleza de São Pedro e São Paulo’, com o delicioso e fácil de pronunciar nome: ‘Petropavlskaya Krepost’. Aí você volta ao post anterior e curte um pouco das dicas…
Da fortaleza, você tem a opção de conhecer um pouco da História. Saia dela por onde entrou e siga reto, pela Petrovskaya Naberezhnaya. Você vai sair na cara do Cruzador Aurora, aquele mesmo da Revolução Russa, que deu o tiro que mudou para sempre a História da humanidade. Ele fecha cedo, por isso, não bobeie. Você pode passear, entrar, fotografar… Um grande barato! E ainda, na saída, curte a Mesquita de São Petersburgo, gigantesca e imponente. E, se quiser, pode entrar também.
Agora, coisas para serem vistas um pouco mais longe do Centro. A primeira delas é o ‘Monastério Smolnyi’. Dá pra chegar lá descendo no metrô Chernyachevskaya. Você segue em direção a mais um belo e enorme parque, o Tavrichesky, onde também tem um pequeno palácio muito charmoso. Aí você segue a rua Shpalernaya, sempre na direção do parque, de onde você veio. Mais alguns metros e você já visualiza o convento, com sua enorme Catedral não terminada no meio. É um lugar muito pouco visitado, mas muito charmoso. Se você puder, conheça!
Outro passeio lindo é conhecer o Teatro Mariinskii, praticamente o coração do balé mundial. Se você conseguir assistir a um espetáculo lá, certamente vai dizer que pode morrer logo em seguida. Não tem nada igual. Não vou nem falar para vocês tentarem ir a pé – se tiverem raça, é fácil. Fica mais ou menos perto do metrô ‘Sadova’. Mas de lá dá pra pegar um táxi. Rapidinho e baratinho.
Museus: além do Hermitage, você pode escolher entre ir a esses aqui: ao Museu de Toda a Rússia Pushkin, com uma coleção de artes impressionante; ao Museu da Blokada, que conta todo o drama do cerco cruel de dois anos e meio a São Petersburgo, à Casa-Museu Dostoyévskii, o MAIS legal de todos, um sonho para todo amante do velho escritor; ao Museu do Transporte Ferroviário, que conta toda a evolução da vida sobre trilhos no país; e o Museu da Vodka, na Sadovaya. Escolha (alguns) desses e se divirta.
São Petersburgo é tão fascinantemente rica quee você vai encontrar sempre uma casinha com uma placa ‘aqui morou fulano’, ‘aqui morou sicrano’. E são figuras famosíssimas do mundo da política, das artes, da história em geral. E tem sempre um museu legal. E um show legal. Um clube novo legal, um restaurante legal… Aliás, falar em restaurante, um must é mesmo aquele que a repórter da ‘Viaje Mais’ recomendou: o ‘Pelmeny Bar‘, onde você pode comer a tradicional massinha recheada russa, que é uma delícia, e tomar um Baltika, a cerveja de lá. E não se espante com a bruxa no teto… E, se topar com uma ‘Stolle’, pode parar para comer qualquer coisa. É padrão, mas é gostoso.
Caramba, cada vez eu vou lembrando de mais uma coisa, mas vou parando por aqui. Amanhã, vou tentar falar de um dos lugares mais incríveis e bonitos do Planeta Terra: Peterhof. E fica ainda em São Petersburgo…
Do vstrechi!
As fotos 1, 2, 3, 7, 9, 10 e 11 são minhas.
Tags: catedral, dicas, lugares, museus, piter, são petersburgo, turismo, viagem
Agora, turismando por Piter – dicas da ‘Viaje Mais’ + as minhas
Bom, resumindo os trabalhos, continuo o passeio pela Rússia, seguindo o roteiro da revista Viaje Mais, do final de 2010. Depois de um apanhadão de dicas para Moscou, agora vamos juntos com a repórter para São Petersburgo – ou Piter – a capital cultural russa, Veneza do Oriente, Porta para a Europa e de outros mil apelidos afins…
Da capital oficial, Moscou, para a charmosa cidade de Pedro, são 650km, mais ou menos a distância entre Rio e SP. Com o trem bala Sapsan, o trajeto pode levar em torno de 4 horas. Nos trens convencionais, cerca de 8 horas. De avião, são cerca de 50 minutos. Entretanto, chegar a um aeroporto de Moscou, fazer check-in, esperar, voar, chegar em Piter, sair do aeroporto, chegar na cidade, pode levar de 4 a 6 horas. Lembre-se que o trânsito na Rússia é um problema sério. Considere a viagem de trem, por ser uma experiência interessante, até um pouco romântica, por assim dizer.
De avião, o roteiro é Sheremetyevo/Domodedovo (em Moscou), Pulkovo (SPb). Meio sem graça. (Aqui começa um adendo sugerido pela leitora Sandy Silva, a quem agradeço pela atenção!). Se você chegar de avião, não se assuste. É bem fácil chegar ao centro da cidade. O aeroporto fica perto – 15km – e é bem servido de ônibus, táxis (pegue SEMPRE os oficiais, nada de papo com motorista) e vans (marshrutka). Como tudo muda, nesse link oficial, do aeroporto de São Petersburgo, você fica a par dos trajetos a serem feitos http://www.pulkovoairport.ru/eng/transportation/. Planeje-se!
Já de trem, a experiência começa na Leningradskii Vokzal, uma das nove estações de Moscou. Ali, você embarca numa das três categorias existentes: Lux, uma espécie de vagão-leito, com duas camas por cabine; Coupe, que tem quatro camas por compartimento, com uma portinha; e ‘platskart’, que tem seis camas por setor, sem porta, com vista para o corredor. Obvio, esse é o mais desconfortável e barato de todos. Antigamente, havia a categoria ‘sidiachii’, sentados, obviamente. Mas essa acho que não existe mais, embora fosse uma opção ridiculamente barata.
Viajar de trem é uma parte inerente da vida deles. Você conhece gente, faz amigos, leva bronca da ‘provodnisa’, a ‘aeromoça’ invariavelmente rabugenta dos trens, que serve chá, biscoitos, dá a roupa de cama, manda acordar, fechar a janela, calar a boca, parar de roncar… Aliás, se for viajar de trem, iPods e genéricos são indispensáveis. Nego ronca muito. Outra coisa: divida. Se você tem comida ou bebida, coloque para jogo, sobretudo nas classes mais baratas. Conversa é obrigatória, mesmo que seu russo não seja dos mais afiados…
Bom, feito esse adendo, sobre viagens de trens, vamos a Petersburgo. Lá, você chega na Moskovskii Vokzal, um terminal lindo, neorrenascentista, no meio da Avenida Nevskii. Ah, atenção quando for comprar bilhetes: jamais diga ‘quero ir para a Moskovskii Vokzal’. Tem uma em Tula e uma em Nizhny-Novgorod…
Na revista, nossa viajante diz que as atendentes das estações de Moscou são simpáticas. Pura mentira. Se você não fala russo, peça para alguém escrever para onde você quer ir. Lembre-se: na Rússia pouca gente fala inglês. Você imagina que alguém no Terminal Novo Rio ou no Tietê consiga comprar uma passagem em inglês? Nem eu…
O ritual de embarcar é engraçado. Uma turba de gente se amontoa nas plataformas, parentes, amigos, amores, todo mundo dizendo adeus. Aí vem a mensagem e vupt. Todo mundo evapora e o trem parte. Aliás, como eu vivo dizendo, saiba ao menos ler russo, antes de viajar. Será necessário, caso você precise achar o saguão de embarque de seu bilhete, seu trem e seu lugar. Os ‘Provodniks’ dentro do trem também não vão falar inglês, salvo exceções raríssimas. Então, se prepare.
Bom, a estação Moskovskii, em São Petersburgo, é linda, num ótimo lugar, mas fique esperto. Você desce do trem e vem uma horda de gente te oferecer coisas. Peixe, bibelôs, táxis, apartamentos, quartos, mulheres… Quanto mais cara de estrangeiro você tiver, mais será assediado. Diga ‘Nyet’, feche a cara e se mande. É assim que eles agem e é assim que funciona. Mas você pode tirar fotos tranquilamente, embora deva ficar esperto.
Se você não fala russo, agente um transporte com seu hotel. Se você fala, pode negociar com alguns dos taxistas que ficam por ali uma viagem. Se estiver com pouca bagagem, pode pegar um trem, ônibus, trólebus ou mesmo metrô, para onde quiser ir. A estação de metrô é a ‘Ploschad Vostanya’. Aliás, o metrô em SPb, embora não seja tão vasto quanto o de Moscou, é incrível também, com estações temáticas lindas, como a Dostoyevskaya e a Avtovo, minhas favoritas.
Bom, vamos ao roteiro. Eu, fortemente, recomendo que você fique mais tempo em Piter do que em Moscou. Há muito mais para ser visto. Três dias não dá para nada, mas se é o que se pode… Reserve meio dia para o Hermitage, meio dia para flanar pela Fortaleza de São Pedro e São Paulo), um dia para as catedrais ao longo da Nevskii e um dia para Peterhof. Em cinco dias, um dia para o Hermitage, um dia para Peterhof, um dia para um passeio pela Nevskii e suas catedrais, um dia para o Museu Nacional Russo, Museu da Vodka, Museu do Cerco a Leningrado e Casa-Museu Dostoyevskii e um dia para Fortaleza de São Pedro e São Paulo. Sete dias, além do de cinco, você inclui o Mariinskyi Ballet, o Cruzador Aurora, Vyborg e um tour noturno pela cidade, caso seja maio-junho, para ver as pontes se abrindo e curtir um pouco das noites brancas. Mas essas são só sugestões. Você pode combinar à vontade…
Voltando à revista, a repórter chega e parte logo para o Hermitage. E faz bem. Não se engane, esse é, sim, o maior e melhor museu do mundo. Esqueça Louvre, British, Met, Uffizi, Rijks… O Hermitage é um universo. São três milhões de itens espalhados em seis prédios. Você estará em boa companhia: lá tem Gaugin, Monet, Rodin, Renior, da Vinci, Rembrant, Michelangelo, Rubens, Kandinskii e muita gente boa, além duma coleção de Fabergés que vai te deixar de queixo caído.
Logo na entrada, a escadaria de Jordão já vai te chocar. Se tiver pouco tempo, passeie e deixe para curtir o espetacular terceiro andar, para as obras do séc. 19 e início do 20, com a nata da produção da Europa… Uma dica: estudante entra de graça. Curta um dia, compre um guia, perca-se pelas galerias luxuosas, vá com calma. Aprecie. É uma visita para uma vida inteira…
Do Hermitage você tem uma vista privilegiada para a Alexandrovskaya Kolona, Coluna de Alexander, erguida para celebrar a vitória sobre Napoleão, em 1812. É a imagem mais famosa de São Petersburgo, e você vai reconhecê-la de inúmeros filmes. De lá, você anda um pouco, atravessa o Neva (se fala Nivá) e curte um pouco da Fortaleza de São Pedro e São Paulo. Ali, presos políticos tiravam ‘férias’ até 1917. Gente como Dostoyevsky, Gorky e Trotsky, por exemplo. Caminhe por suas passarelas, mas não se assuste se, por volta do meio-dia, ouvir um tiro de canhão: é o Naryshkin…
Mas duas coisas espetaculares da Fortaleza são, sua catedral, barroca e com todos os czares pós-Pedro, O Grande, ali enterrados. Se possível, volte para tentar ver o pôr-do-sol por ali. E, caso esteja um pouco frio, você também vai ver muitos russos pegando sol encostados nas paredes da Fortaleza. O lugar é uma espécie de praia pra eles…
Bom, como falei demais hoje, continuo amanhã. Sem falta!
Tags: dicas, são petersburgo, trem, turismo, viagem



























































