Viva Lada Revolución!

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Os carros da Lada estão entre os mais populares do mundo. É a única marca presente em todos os continentes do planeta, incluindo a Antártica. A série 2000, iniciada em 1996 em conjunto com a italiana Fiat e baseada no modelo 124, foi um dos grandes sucessos da história automobilística. Vendido no Brasil sob o nome de Laika – na URSS era conhecido como ‘Jiguli’ – era conhecido por ser um carro robusto, de fácil manutenção e sem frescuras, embora quadradão, feio e zero confortável. Teve versões hatchback e station wagon. Isso para não mencionar os rallies, esquis, conversíveis, limosines, caminhões, barcos e até aviões feitos a partir do velho ladão.

Em Cuba, o carrinho russo fez (faz) muito sucesso e arrebanha milhares de fãs na ilha de Fidel. Na semana passada, o clube ‘Amigos de Fangio’ fez um eventão para achar o melhor Lada da ilha. O eleito foi o 2107 de Manuel Alvarez, que, em 27 anos de ‘vida’, sobreviveu a uma capotagem feia e chegou a ficar 8 dias sob a água do mar, após uma enchente nos anos 80.

Os carros soviéticos começaram a chegar em Havana após o início do embargo americano à ilha comunista, em 1962. Foram milhares de ‘Jigulis’, ‘Moskvichs’ e ‘Volgas’. Logo depois, os também socialistas da tcheca Skoda também chegaram a Cuba, seguidos por Peugeots e Fiats. Mas os europeus eram muito caros para os padrões da ilha, o que deixou o caminho livre para o sucesso dos Ladas. Assim, disparou o número de ‘kopeeks’ (apelido do 2101), ‘pyaterok’ (cinquinho, apelido do 2105), ‘shestyorok’ (seisinho, apelido do 2106) e ‘semyorok’ (setinho, apelido do 2107) na frota dos cidadãos de Fidel.

Ao contrário dos russos – que hoje em dia odeiam os Ladas – os cubanos são absolutamente fanáticos pelos quadradinhos soviéticos. Tanto aque a AvtoVaz, dona da Lada, está muito perto de abrir uma fábrica em Cuba para produzir os modelos da empresa que seriam exportados para toda a América Latina. Basta lembrar o sucesso que a Lada fez no Brasil no início dos anos 90, quando foi a primeira montadora a se beneficiar da abertura de mercado a modelos importados, promovida por Collor.

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1 COMENTÁRIO

  1. Triste saber que o carro qee colocou eles sobre rodas é rengado, como aconteceu ha algum tempo com o nosso fusca, espero que o Lada (eu tenho um) logo tenha seus dias de respeito. Achei a página procurando peças para a minha russa.

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